Terminam negociações entre EUA e Irã na Suíça em meio a pressões e ameaças
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O Irã e os Estados Unidos participaram nesta terça-feira (17) de uma segunda rodada de negociações nucleares e de segurança, em um contexto tenso, com ameaças cruzadas e o envio de um porta-aviões por Washington ao Oriente Médio porquê medida de pressão.

“Ouvimos o tempo todo que [os Estados Unidos] enviaram um navio de guerra ao Irã. Um navio de guerra é efetivamente uma arma perigosa, mas mais perigosa é a arma capaz de afundá-lo”, declarou Ali Khamenei em um oração, no qual afirmou que Washington “não conseguirá” destruir o Irã

O porta-aviões “USS Abraham Lincoln”, com murado de 80 aeronaves a bordo, foi mobilizado por Washington junto com outros 11 navios de guerra e encontrava-se no domingo a respeito de 700 km das costas do Irã, segundo imagens de satélite.

Outrossim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o envio à região de outro porta-aviões, o “USS Gerald R. Ford”, que foi mobilizado no Caribe porquê segmento da operação contra Nicolás Maduro.

“Caso não consigamos um pacto, vamos precisar dele”, avisou o republicano.

A ameaço de Khamenei ocorreu um dia depois de a Guarda Revolucionária iraniana mobilizar barcos e helicópteros, e testar drones e mísseis, em um manobra militar com ares de prova de força no estratégico estreito de Ormuz.

As manobras buscam preparar essa força, o tropa ideológico da República Islâmica, “para possíveis ameaças militares e de segurança”, informou a televisão estatal.

A mesma emissora indicou que o Irã fechará partes desse estreito “por segurança”, embora não tenha especificado por quanto tempo a medida será mantida. Por Ormuz transita murado de um quinto do petróleo e do gás proveniente liquefeito consumidos mundialmente.

— Postura “mais realista” —

Os dois arqui-inimigos retomaram o diálogo em 6 de fevereiro, em Mascate, capital de Omã, posteriormente uma escalada de ameaças por ambas as partes.

Nesta rodada, que terminou na tarde desta terça-feira, Omã também atuou porquê mediador.

As conversas ocorreram na residência do legado de Omã em Cologny, perto de Genebra, na presença das delegações iraniana e americana, esta última liderada pelo enviado peculiar Steve Witkoff e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

Na segunda-feira, o porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, havia considerado “com cautela” que “a postura dos Estados Unidos sobre a questão nuclear iraniana se tornou mais realista”.

Mas o presidente americano, Donald Trump, voltou a pressionar Teerã, ao confirmar que participará “indiretamente” das negociações.

“Eles querem chegar a um pacto (…) Não acho que queiram as consequências de não obter um pacto”, advertiu o líder republicano.

Nesta terça-feira, Baghaei afirmou que qualquer pacto com Washington deveria ser “indissociável” de um levantamento das sanções econômicas que minam a economia da república islâmica.

— Consequências “traumáticas” —

Os países ocidentais e Israel, potência nuclear oficiosa, suspeitam que o Irã queira se dotar de armas nucleares.

Teerã nega ter tais ambições, mas insiste em seu “recta inalienável” de desenvolver um programa nuclear social e de enriquecer urânio, principalmente para fins energéticos, em conformidade com as disposições do Tratado de Não Proliferação (TNP), do qual é subscritor.

Trump multiplicou os alertas posteriormente a sangrenta repressão às manifestações antigovernamentais em volume em janeiro no Irã, ao mesmo tempo em que deixou a porta ocasião para uma solução diplomática, principalmente sobre o programa atômico.

Na carência de um pacto, o presidente americano já ameaçou o Irã com consequências “traumáticas” e chegou a mencionar francamente na sexta-feira a hipótese de uma mudança de regime.

Ambos os países divergem sobre o teor das discussões.

O Irã quer falar somente de seu programa nuclear, mas Washington também exige que limite seu programa de mísseis balísticos e deixe de concordar grupos armados regionais.

Para Khamenei, a questão do programa de mísseis “não diz reverência” aos Estados Unidos “de forma alguma”, segundo declarações citadas pela sucursal de notícias Fars nesta terça-feira.

Em meio aos desacordos, o Irã se mostrou disposto a chegar a um pacto sobre suas reservas de urânio altamente enriquecido, estimadas em mais de 400 quilos e das quais fado é incerto, caso Washington suspenda as sanções.

O Irã “está confrontado com um dilema existencial: ceder às exigências americanas poderia permitir-lhe obter um refrigério das sanções, um pouco de que precisa desesperadamente”, declarou à AFP Ali Fathollah-Nejad, diretor do Center for Middle East and Global Order.

Mas “qualquer licença significativa nas questões nucleares, balísticas e relacionadas aos aliados regionais poderia comprometer gravemente sua posição ideológica e militar”, acrescentou.

AFP