O mercado pet do México avança com a expansão do varejo especializado, mudanças no comportamento dos tutores e maior procura por produtos de valor agregado. Em 2025, o país registrou 42,6 mil estabelecimentos ligados ao setor, alta de 5,2% em relação a 2023 e de 57,2% na comparação com 2019, segundo dados do Diretório Estatístico Nacional de Unidades Econômicas (DENUE), do Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México (INEGI).
Para o consultor internacional Luiz Paulo, o país é o segundo maior mercado pet da América Latina, atrás apenas do Brasil, e ainda passa por etapas de amadurecimento observadas anteriormente em mercados mais desenvolvidos. A evolução da alimentação dos animais, a consolidação das redes de lojas físicas e a mudança na composição das famílias contribuem para ampliar as oportunidades comerciais.
Alimentação saudável e bem-estar ganham espaço
Segundo o especialista, as categorias de bem-estar e alimentação saudável estão entre as que oferecem maior potencial no México. Embora ainda representem uma parcela do setor, elas acompanham mudanças nas expectativas dos tutores, que buscam produtos alinhados às necessidades cotidianas dos animais. Para o consultor, as marcas mais bem posicionadas serão aquelas capazes de identificar essas transformações e adaptar suas ofertas.
A proximidade com os consumidores, a qualidade dos produtos e o entendimento das necessidades dos tutores também podem diferenciar as empresas. Ao mesmo tempo, a expansão das redes físicas aumenta o alcance do varejo e facilita a oferta de produtos mais caros, contribuindo para o crescimento do faturamento do segmento.
Poder de compra pode limitar avanço
Apesar das perspectivas de projeção, o poder de compra pode limitar os gastos com produtos pet. Luiz Paulo, diretor da consultoria Commpazz, avalia que o cenário econômico pode reduzir o consumo, mas destaca que o aumento do número de clientes pode sustentar o mercado, mesmo que o tíquete médio não cresça de forma expressiva.
O consultor também observa mudanças na relação entre os animais e as famílias. Segundo ele, cresce tanto o número de novos tutores quanto a presença de mais de um pet no mesmo lar. Esse movimento pode ampliar a base de consumidores e abrir oportunidades para empresas que atendam às novas demandas sem ignorar as limitações financeiras das famílias.
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