BR_CNN_170226_BTS_CLEAN_frame_167216.jpeg

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (17), o deputado federalista e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um “strike de ridicularização” a diversos grupos, incluindo evangélicos e conservadores.

O deputado citou “arrogância” do PT (Partido dos Trabalhadores) nas decisões envolvendo o evento. Na avaliação de Otoni, tal comportamento pode beneficiar a direita nas eleições.

“Eu já acho que a única coisa que pode nos beneficiar de lucrar essa eleição, de voltar ao poder, é a arrogância do PT. Arrogância mostrada na estudo rasa dos dirigentes do PT de acharem que não vai ter consequência nenhum no diálogo com a comunidade evangélica o veste de o presidente Lula estar participando de um escola de samba que resolveu ridicularizar a comunidade evangélica”, começou.

“Na verdade, foram vários grupos sendo ridicularizados: os conservadores, que nem sempre são evangélicos, nem sempre são católicos, podem ser espíritas, podem não ter religião nenhuma e são conservadores. A Igreja foi ridicularizada e a família, de uma maneira universal, foi ridiculariza. Foi um strike de ridicularização que de uma vez só cai no pescoço do presidente Lula”, acrescentou.

Na noite do último domingo (15), a Acadêmicos de Niterói apresentou uma lado batizada de “neoconservadores em guarda”. A fantasia trazia uma lata, representando uma família tradicional, composta por um varão, uma mulher e os filhos.

Na cabeça, os componentes traziam adereços variados com referência ao agronegócio, a uma mulher de classe subida, aos defensores da ditadura militar e aos evangélicos.

A encenação motivou diversas críticas da oposição, que chegou a acionar a PGR (Procuradoria-Universal da República).

O desfile também virou objectivo de mais de dez ações na Justiça que citam possíveis casos de propaganda antecipada, insulto de poder político e econômico e uso indevido de recursos públicos.

(Com informações de Jussara Soares, da CNN Brasil)