Não está no horizonte rematar com vinculação de aposentadoria do salário mínimo
06082024-pzzb0045-scaled.jpg

Brasília, 09 – O ministro da Herdade, Dario Durigan, disse não estar no horizonte a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, tampouco o termo dos pisos da instrução e da saúde

“Não está. Precisamos prometer que o prolongamento do gasto obrigatório não siga num patamar muito além do que o País pode comportar, porquê temos feito. É otimizar programas. O gasto social precisa ser eficiente”, defendeu, ao ser indagado sobre as duas hipóteses.

Ele prosseguiu afirmando que, quando o governo federalista propôs, no termo de 2024, “melhorias no prolongamento do gasto obrigatório”, vários pontos não foram aprovados pelo Congresso. O titular da Herdade afirmou ter dialogado com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), juntamente com o Supremo Tribunal Federalista (STF), para que as contas não sejam desajustadas durante o período eleitoral.

A saudação da renegociação das dívidas rurais, Durigan fez um observação relacionado à questão da mudança climática. “Já ouvi de vários interlocutores que esse temor de mudança climática é um excesso e que, no fundo, o governo dos EUA é que tem razão. Tivemos uma série de recorrências de inundação, de estiagem em vários lugares e agora há essa demanda do agronegócio de que precisamos atender quem foi vítima da mudança climática”.

‘Sobre Flávio Bolsonaro em audiência no USTR’

Durigan criticou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela participação em audiência pública do Escritório do Representante de Transacção dos Estados Unidos (USTR, na {sigla} em inglês), realizada em Washington, na terça-feira, 7.

“É irrelevante do ponto de vista do debate mercantil entre Brasil e EUA. O Brasil tem razão nas discussões e vai martelar na risca soberana e altiva de apresentar argumentos”, disse Durigan em entrevista à revista.

“A premissa dos Estados Unidos para uma política tarifária dissemelhante com o mundo é de que eles têm déficit mercantil. Essa premissa é incorreta no caso do Brasil, pois eles têm superávit. Em questões pontuais, que é a seção 301, a bússola norte-americana está desatualizada”, completou.

O ministro destacou que o País está com um mínimo de desmatamento e o Ministério do Trabalho está engajado em combater trabalho análogo à escravidão e em rematar com a graduação de trabalho 6×1.

Indagado se o novo tarifaço dos EUA vai entrar em vigor no dia 15 de julho, Durigan respondeu: “Não sei. Espero que não”.

Em relatório preparatório divulgado em 1º de junho, o USTR sugeriu a emprego de sobretaxa de 25% sobre os produtos importados brasileiros, com exceção de grande secção dos produtos agropecuários. A audiência realizada nesta semana nos EUA integra as etapas finais da investigação feita pelo governo americano. A decisão sobre a eventual implementação das medidas está prevista para o próximo dia 15.

Por termo, o ministro classificou a agenda que vem sendo apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro caso eleito presidente, de privatizações e “tesouraço” em impostos, de “vazia e que já mostrou não dar bons resultados”. “O debate sobre estabilidade fiscal com responsabilidade social e ambiental foi estabelecido pelo ministro Fernando Haddad e não tem volta. Da mesma forma que o presidente Lula estabeleceu a agenda social porquê alguma coisa indisputável, o debate fiscal passará a ser indisputável nos termos inaugurados pelo ministro Haddad”, defendeu.

Subvenção aos combustíveis

Durante a entrevista, Durigan também disse que a dosagem da retirada do subvenção aos combustíveis será feita a depender da situação.

“Estou cá norteado por princípio, não por lance. O princípio é: o Brasil não vai ser sócio da guerra. Se o petróleo voltar a aumentar, se eventualmente a receita da União voltar a aumentar, vou calibrar as medidas para que as pessoas não sofram”, sustentou.

Segundo o ministro, a avaliação sobre a retirada dos próximos subsídios será feita pari passu com a situação da guerra no Oriente Médio.

Estadão Teor