O que se sabe sobre caso de pai recluso que chutou a filha no Paraná
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O varão flagrado por câmeras de segurança chutando o rosto da própria filha, de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, foi recluso nesta quinta-feira (9). Os detalhes da prisão e a identidade dele não foram divulgados, já que a investigação corre sob sigilo.

O caso ocorreu no último domingo (5), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, e ganhou repercussão vernáculo em seguida as imagens da agressão circularem nas redes sociais.

O vídeo mostra o suspeito caminhando pela rua com duas crianças quando, em determinado momento, desfere um pontapé contra o rosto da rapariga, que cai no solo. Assista:

As imagens mostram que, em seguida a agressão, a rapariga leva a mão à boca, sítio atingido pelo golpe. Nesse momento, um varão se aproxima e parece questionar o pai a saudação da agressão.

A mãe da muchacho registrou um boletim de ocorrência sobre o caso depois de ver as imagens nas redes sociais. Na quarta-feira (8), antes da prisão, o varão compareceu espontaneamente à delegacia e prestou prova à Polícia Social.

Motivação por pranto

Em prova à polícia, o varão flagrado agredindo a própria filha, de unicamente 3 anos, confessou a agressão e alegou que a motivação foi o pranto da muchacho.

O investigado, no entanto, disse não se lembrar completamente do que aconteceu.

Mal tomou conhecimento das imagens, a Polícia Social do Paraná instaurou um interrogatório para investigar o caso. De convénio com o solicitador Anderson Andrei Grosso, a prioridade inicial foi localizar a muchacho, identificar os familiares e prometer a segurança da vítima.

A polícia solicitou medidas protetivas de urgência para a rapariga e para a mãe das crianças. O Parecer Tutelar também foi acionado para seguir o caso. A muchacho foi submetida a examinação de lesão corporal, e a Polícia Social aguarda a desfecho do laudo pericial.

Suspeita de agressão em enteado

O varão recluso também é suspeito de agredir o enteado, de 5 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Social.

Segundo o solicitador Ricardo Moraes, as investigações apontam que a agressão registrada em vídeo pode não ter sido um caso solitário. “Há indícios que o outro menino, de 5 anos, que seria o enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões”, afirmou.

“Esse é um trajo corrido anteriormente, algumas semanas detrás, não chegou ao conhecimento da polícia esse trajo, mas foi uma lesão apresentada na região da face”, concluiu o solicitador.

Debate sobre violência infantil

O caso reacendeu o debate sobre a violência infantil.

Além das possíveis consequências físicas, a CNN Brasil entrevistou a educadora Priscilla Montes, perito em Neuroeducação e Desenvolvimento Infantil, que explicou que episódios de violência porquê esse podem provocar graves danos emocionais, principalmente quando são praticados pela principal figura de desvelo da muchacho.

Ainda de convénio com Priscilla, essa experiência pode desencadear instabilidade emocional, impaciência, baixa autoestima e dificuldade para incumbir em adultos. Também existe o risco da muchacho passar a reprimir suas emoções por pavor de suportar novas punições.

As consequências da violência na puerícia não se limitam unicamente ao momento da agressão. Segundo a perito, essas experiências podem influenciar a forma porquê a muchacho irá se relacionar consigo mesma e com outras pessoas ao longo da vida.

“Em alguns casos, a pessoa pode parecer mais fechada emocionalmente, mas isso não significa que sinta menos. Muitas vezes, trata-se de um mecanismo de proteção desenvolvido diante das experiências vividas”, explica.

Os abusos físicos e psicológicos sofridos por elas também podem interferir diretamente no desenvolvimento neurológico. Segundo Priscilla, a exposição frequente ao estresse aumenta a produção de hormônios porquê o cortisol.