O professor de Recta Constitucional André Marsiglia criticou o comportamento do Supremo Tribunal Federalista (STF) durante sua participação no programa WW desta segunda-feira (23). Segundo ele, a Namoro não se enxerga porquê uma instituição isenta, mas porquê “um time” que está se protegendo corporativamente.
Marsiglia analisou o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo termo do sindicância das fake news no STF, afirmando que esse sindicância funcionou porquê um “escudo” criado pelos ministros. “Enxergavam que estavam todos contra o STF, ou de alguma maneira havia uma intenção de alcançar-se ou investigar-se o STF”, explicou.
O professor fez referência a uma suposta fala do ministro Flávio Dino em reunião reservada, na qual teria usado a frase “Eu sou o STF Futebol Clube”, no sentido da resguardo da instituição. Para Marsiglia, essa frase reforça o corporativismo existente dentro da Namoro: “O corporativismo sempre impera. Curiosamente, até nessa mesma revelação dessa reunião secreta, o próprio ministro André Mendonça, de alguma maneira, apoiou o Toffoli”.
Investigações e proteção corporativa
O profissional mencionou que os ministros teriam chamado um relatório de 200 páginas de apurações sobre um colega de “lixo jurídico”, questionando: “Porquê pensar que nós estamos cá diante de um STF que quer realmente apurar ou fazer justiça?”.
Marsiglia também fez uma verificação com o período da chamada “Lava Toga”, afirmando que a situação atual é semelhante àquela quadra, quando havia discussões sobre investigações de escritórios de familiares de ministros. “Estamos mais ou menos na mesma situação e eles se comportam mais ou menos da mesma forma”, disse.
Para o professor, o “STF Futebol Clube” representa uma instituição que se coloca “contra o interesse público, a sociedade, e não porquê juízes que deveriam estar interessados em promover justiça”. Ele concluiu que, quando o Supremo se comporta porquê um time que joga contra os outros, “todos nós acabamos perdendo”.
