Sintoma afirma que o sindicância sobre postagem contra o presidente deve ser reaberto para prometer a oitiva do senador
A PGR (Procuradoria Universal da República) defendeu, nesta 2ª feira (6.jul.2026), que a Polícia Federalista escute o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em investigação que concluiu ter transgressão de calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sintoma afirma que a PF deve reabrir a investigação para que Flávio Bolsonaro seja ouvido.
O caso faz referência à investigação oportunidade contra Flávio Bolsonaro por postagem em que o senador atribuiu ao petista crimes porquê tráfico de drogas, lavagem de verba e suporte ao terrorismo. Em 26 de junho, a Polícia Federalista encaminhou o relatório final do caso ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, apontando transgressão contra a honra.
Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o termo do Renda de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de verba, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A resguardo de Flávio Bolsonaro afirmou que a investigação foi concluída sem que houvesse um testemunho solene do senador pela PF. Outrossim, requereu ofícios da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores e de tribunais distritais dos Estados Unidos.
De entendimento com a PGR, embora não haja urgência de todas as medidas sugeridas pela resguardo, é necessário que se cumpra a oitiva de Flávio Bolsonaro. “Remanesce a urgência de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de peculiar relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
ENTENDA
O caso tem relação com a publicação de Flávio Bolsonaro no X em 3 de janeiro, quando Nicolás Maduro foi tomado e recluso por forças dos Estados Unidos.
A PF considerou que a publicação tinha o objetivo de proferir que Lula “seria delatado por Maduro” e tentava associar Lula ao mandatário, que é réu por envolvimento com o tráfico de drogas pelo governo de Donald Trump.
“Fica evidente, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de verba, crimes esses expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, afirmou o mandatário federalista responsável pelo caso.
Ao longo da investigação, a resguardo de Flávio Bolsonaro afirmou que só se pode impor o transgressão de calúnia quando o vestimenta é “sabidamente falso”.
Os advogados dizem que não houve intenção por secção do senador de imputar um transgressão, uma vez que ele tem dúvidas sobre a inocência de Lula. “É forçoso concluir que o tipo penal em tela afirma claramente que o vestimenta imputado deve ser falso. Portanto, deve ser comprovada a vontade do agente de imputar conduta falsa à vítima”, escreveu.
A epílogo do sindicância deverá ser remetida para a PGR que, se concluir ter provas e materialidade suficientes, poderá denunciar Flávio Bolsonaro pelos crimes previstos nos artigos 138 e 141 do código penal –calúnia com o agravante de ser contra o presidente da República. A pena é de 2 anos em regime sincero.
O Poder360 procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para perguntar se gostaria de se manifestar a saudação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma sintoma seja enviada a oriente jornal do dedo.
