novas-thumbs-76.jpg

O governo brasílio elevou o tom contra os Estados Unidos, nesta segunda-feira (6/7), ao negar oficialmente a proposta do Escritório do Representante Mercantil dos EUA (USTR) de impor uma tarifa suplementar de 12,5% sobre produtos brasileiros. 

Em missiva enviada ao órgão norte-americano, a qual o Metrópoles teve aproximação, o Ministério das Relações Exteriores classificou a investigação que fundamenta a medida porquê “arbitrária”, “incompleta” e baseada em conclusões “equivocadas”, além de declarar que a iniciativa viola as regras do sistema multilateral de negócio.

Na revelação enviada ao representante mercantil dos EUA, Jamieson Greer, o Itamaraty rejeita integralmente as conclusões da investigação e sustenta que o Brasil tem um dos sistemas mais robustos do mundo para combater o trabalho forçado.

“O Brasil rejeita respeitosamente as conclusões e a formalidade do USTR em relação ao país. […] O Relatório da Seção 301 sobre Trabalho Forçado e a Notificação de Conclusões, todavia, não abordam de maneira significativa — muito menos refutam — as provas apresentadas pelo Brasil, o que reforça ainda mais o caráter facultativo e incompleto das determinações aplicadas ao país.”, afirma a missiva.

A sobretaxa faz secção de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Transacção dos Estados Unidos. O USTR acusa o Brasil e outros mais de 60 países de não combaterem de forma adequada a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Caso seja implementada, essa será a segunda tarifa proposta contra produtos brasileiros no contextura da Seção 301.

Paralelamente, o governo estadunidense também avalia empregar outra tarifa de 25%, sob a argumento de que políticas brasileiras restringem ou oneram o negócio com os Estados Unidos.