Panamá vai bloquear espaço distraído para evitar que drones lancem armas em presídios
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O Panamá bloqueará o espaço distraído ao volta das prisões para impedir que drogas ou armas sejam lançadas aos detentos por meio de drones, informou nesta quinta-feira (9) o presidente José Raúl Mulino, hipotecado na construção de um presídio talhado a isolar líderes de gangues.

O sistema penitenciário panamenho enfrenta uma crise depois a fuga de quase 200 presos — a maioria já recapturada — da prisão La Joyita, nos periferia da Cidade do Panamá, em 1º de janeiro.

“Estamos implementando um sistema de bloqueio do espaço distraído para que drones não possam mais sobrevoar as prisões”, disse Mulino a jornalistas na província de Bocas del Toro.

A medida foi testada na semana passada “com o objetivo de impedir que, a partir das áreas próximas, sejam utilizados drones para transportar ou lançar drogas nas prisões”, acrescentou o presidente.

A preocupação com a segurança pública ganhou destaque depois a fuga e o assassínio de uma moça de 10 anos — ocorrido em 17 de junho, na capital — durante um ataque de pistoleiros contra seu padrasto.

Depois a fuga em La Joyita, Mulino afirmou que o sistema prisional “entrou em colapso” e, na semana passada, anunciou, em seu relatório anual de gestão, que construirá um presídio para isolar os chefes das gangues.

“É um sistema que entrou em colapso, não somente por questões de organização, mas também por prevaricação. Todas essas drogas e armas que entram nas prisões passam por uma porta, e há alguém ali, seja um agente penitenciário ou um policial pátrio, que permite que isso aconteça”, reiterou nesta quinta-feira.

Vários países da América Latina tentam reproduzir o padrão prisional do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, um dos pilares de sua guerra contra as gangues, que já resultou na prisão de muro de 92 milénio pessoas desde 2022.

O Panamá registrou, em 2025, uma taxa de 14,2 homicídios para cada 100 milénio habitantes. No entanto, na província caribenha de Colón, esse índice foi três vezes maior.

Enquanto isso, as prisões do país abrigam muro de 24 milénio detentos, apesar de terem capacidade para somente 14.700.

AFP