PM do DF é indiciado por atropelar policial em Goiás
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O soldado da Polícia Militar do Região Federalista (PMDF), Vinícius Roble Pedrosa, foi indiciado por lesão corporal culposa na direção de veículo e preterição de socorro em seguida atropelar um policial que prestava atendimento em seguida um acidente envolvendo o cantor sertanejo Israel, da dupla com Rodolffo, na BR-153, em Goiânia. O caso ocorreu na madrugada de 25 de maio.

Mesmo em seguida o indiciamento, o policial não responderá a um processo criminal, pois aceitou um combinação de não persecução penal proposto pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Pelo combinação, Vinícius deverá remunerar R$ 3 milénio ao Estado, valor dividido em dez parcelas de R$ 300, além de uma indenização de R$ 20 milénio ao policial ferido.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict) e considerou depoimentos da vítima, testemunhas, laudos periciais e o interrogatório do próprio policial. Segundo o mandatário responsável pelo caso, Paulo Ludovico, os elementos reunidos apontaram inconsistências na versão apresentada pelo militar.

Policial atropelado

O acidente aconteceu no km 494 da BR-153, em Goiânia. Na madrugada de 25 de maio, o cantor Israel seguia pela rodovia quando bateu o veículo em um cavalo que estava solto na pista. O sertanejo não sofreu ferimentos.

Réveillon em Pirenópolis terá Léo Santana, Murillo Huff e Israel & Rodolffo Duo de música eletrônica Dubdogz
Dupla Israel e Rodolffo (Foto: Divulgação)

O cabo da Polícia Militar Alessandro de Oliveira Lopes, que estava deixando o serviço, parou para prestar auxílio ao cantor e ajudar na sinalização da via. Durante o atendimento, ele foi atingido pelo carruagem transportado por Vinícius Roble Pedrosa.

Segundo o prova da vítima, ele ouviu o fragor de um veículo freando e, em seguida, caiu no asfalto. O policial relatou que ficou ferido, com lesões na cabeça e dificuldade para permanecer em pé. Mesmo assim, conseguiu chegar até o próprio carruagem e guiar até o quartel onde trabalhava, em Goiânia, onde recebeu ajuda e foi guiado ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo).

Depois o atropelamento, segundo a investigação, Vinícius deixou o sítio sem prestar socorro. O veículo dele permaneceu na rodovia e passou por perícia.

PM enviou áudio pedindo desculpas

Dois dias em seguida o acidente, o soldado entrou em contato com o cabo Alessandro por meio de mensagens de áudio. Na gravação, Vinícius pediu desculpas e afirmou que não percebeu que havia atingido uma pessoa.

“Eu queria te pedir desculpa. Na hora do acidente eu não vi ninguém machucado. Eu só vi o carruagem na minha frente, tentei desviar e o airbag estourou. Entrei em pânico e não lembro muito das coisas”, afirmou.

Investigação apontou versões diferentes

À polícia, o militar disse que não conseguiu desviar do veículo parado na pista, bateu no carruagem e depois na barreira de proteção da rodovia. Ele afirmou ainda que não percebeu ter atingido alguém e que teria deixado o sítio em seguida conseguir uma carona.

Durante o questionário, a Polícia Social identificou divergências nos relatos apresentados pelo policial sobre o que teria sucedido em seguida o acidente.

Segundo a investigação, em prova à Dict, Vinícius afirmou que foi levado para a vivenda de um camarada. Já à Corregedoria da Polícia Militar do Região Federalista, apresentou outra versão, dizendo que teria ido para a residência de outra pessoa.

Conforme a polícia, o militar não conseguiu justificar nenhuma das informações apresentadas, o que reforçou a suspeita de que ele tentou ocultar detalhes sobre a saída do sítio do acidente.

Depois a peroração do questionário, o Ministério Público de Goiás ofereceu ao policial um combinação de não persecução penal, previsto para casos em que o investigado cumpre determinadas condições e evita a lhaneza de uma população criminal.

Durante audiência, o promotor Everaldo Sebastião estabeleceu o pagamento de R$ 3 milénio ao Estado e a indenização de R$ 20 milénio ao cabo Alessandro.

O Mais Goiás não localizou a resguardo de Vinícius Roble Pedrosa. O espaço permanece sincero para sintoma.

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