Morreu nesta quarta-feira (4) o dublador Ricardo Schnetzer, 72, profissional que imortalizou vozes de astros uma vez que Tom Cruise e Al Pacino no Brasil.
A desculpa do falecimento foi a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma doença degenerativa e progressiva que compromete o sistema nervoso e as funções motoras. A confirmação da perda foi feita pelo sobrinho do artista, o também dublador Victor Vaz, que prestou uma homenagem emocionada ao tio nas redes sociais.
No relato, Vaz destacou a integridade e o papel de mentor que Schnetzer exerceu em sua vida: “Tio, obrigado por me seguir nessa jornada desde a minha mocidade. O senhor me ensinou o valor da termo moral e a defendê-la com unhas e dentes. Nunca teve vergonha de falar o que pensava, não importava se as pessoas iriam gostar do senhor ou não. O importante era estar sendo verdadeiro. (…) O senhor me ajudou nos meus estudos para me tornar dublador, e se hoje estou seguindo esse caminho é por sua desculpa, por ter autorizado em mim quando nem eu mesmo acreditava”.
Schnetzer enfrentava as complicações da ELA, exigência que não possui trato e afeta células nervosas do cérebro e da medula espinhal, evoluindo de fraquezas musculares para a perda de funções essenciais uma vez que a respiração e a fala. Diante do superior dispêndio dos cuidados, uma mobilização online havia sido criada no início do ano com o objetivo de receber R$ 200 milénio; até o momento, a campanha somava pouco mais de R$ 118 milénio.
O legado de Schnetzer atravessa gerações de espectadores brasileiros. Além ser o dublador solene de nomes uma vez que Richard Gere, Al Pacino e Nicolas Cage, ele deu voz a personagens marcantes da cultura pop, uma vez que o herói Capitão Planeta, Albafica de Peixes em “Cavaleiros do Zodíaco”, Benson na animação “Exclusivamente um Show” e o personagem Carlos Daniel na romance mexicana “A Usurpadora”.
