‘Ideal seria estrear trabalhos sobre Master com testemunho de Vorcaro’, diz Calheiros
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O senador Renan Calheiros (MDB-AL) (Foto: Marck Castro/Câmara dos Deputados)

O presidente da Percentagem de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 11, que o grupo de trabalho que supervisiona as investigações sobre o Master requisitará dados do celular do possuidor do banco, Daniel Vorcaro. O senador também defendeu que o grupo de trabalho comece os depoimentos ouvindo o banqueiro, mas que ainda não há data marcada.

“Para que os trabalhos da percentagem sejam produtivos, defendi isso publicamente, acho que deveríamos estrear as fases de testemunho ouvindo o Vorcaro”, declarou Renan, em seguida reunir-se com o presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), Edson Fachin.

Durante a conversa, Renan reafirmou o pedido de chegada às investigações sobre o caso Master. “Vamos requisitar todas as informações das investigações, porque são várias investigações, para que a gente possa, com domínio, colaborar na responsabilização dessas pessoas, mas fundamentalmente sublimar a legislação, a regulação e a própria fiscalização”, falou.

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O senador disse ter abordado, no encontro, as conversas que teve com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que supostamente teria sofrido constrangimento político para interromper as medidas do órgão contra o Master.

“Contei para o ministro Fachin o clima de constrangimento do Tribunal de Contas da União. Eu estive lá, conversei pormenorizadamente com o presidente Vital do Rêgo. O Centrão chantageou um ministro do Tribunal de Contas para que ele acabasse com a liquidação feita pelo Banco Médio”, continuou.

O senador afirmou que o grupo de trabalho fará o “verosímil” para elucidar o caso, mas que as atividades não podem ser confundidas com de uma Percentagem Parlamentar de Interrogatório (CPI). “Nós não temos papel de polícia, mas nós podemos ter papel na investigação”, falou.

Renan Calheiros afirmou ainda que procurará o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para apresentar o grupo. Além de Fachin, Renan já esteve com o presidente do Banco Médio, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federalista, Andrei Rodrigues.

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