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A Reunião Legislativa de Goiás recebeu, nesta quinta-feira, 12, reunião do Fórum Goiano de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável. O evento aconteceu no Auditório Francisco Gedda e contou com a presença da deputada Rosângela Rezende (Agir); além da gerente de Mudanças Climáticas da Secretária de Estado de Meio Envolvente e de Desenvolvimento Sustentável (Semad), Natália Brito; do subsecretário de Desenvolvimento Sustentável da Semad, José Bento Rocha; do servidor da Semad Heitor Naves e vários especialistas na superfície.

A deputada Rosângela Rezende também fez uso da termo e destacou a relevância do debate ambiental e os avanços promovidos pela Semad, e trouxe uma reflexão necessária sobre a responsabilidade coletiva diante da crise ambiental. “Foi muito impactante. Bateu na nossa face, nas nossas vidas, e nos fez repensar a forma porquê estamos vivendo e pisando neste planeta”, afirmou.

Rosângela também mencionou sua participação nas Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs), destacando o protagonismo da Semad nos eventos internacionais. “A Semad brilhou ao provar a força do nosso Estado e do Brasil, mostrando porquê políticas públicas muito estruturadas podem impactar positivamente a vida das pessoas”, declarou.

Durante o oração, a legisladora reforçou que a agenda ambiental precisa ser tratada porquê estratégia de desenvolvimento. Ela enfatizou a urgência de valorização econômica da preservação: “A árvore em pé precisa valer mais do que a árvore derrubada. Se a preservação não gerar valor, o Ocluso não ficará em pé”.

A parlamentar defendeu ainda o progressão em instrumentos porquê o sistema Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) que é um política que organiza ações para reduzir o desmatamento e a degradação florestal, resguardar florestas e gerar benefícios a quem protege o meio envolvente.

Segundo Rosângela, o Estado já iniciou os pagamentos do programa, considerado um passo importante na consolidação de políticas públicas sustentáveis. Outro ponto evidenciado foi a integração entre a Semad e a Saneago na gestão dos recursos hídricos. “Estamos falando do nosso muito maior: a chuva, que é recta fundamental, é vida”, afirmou.

Ao fechar, a deputada reconheceu o trabalho da equipe técnica da secretaria e reforçou o base do Legislativo às pautas ambientais. “Não desanimem. O tema é difícil, mas precisamos prosseguir. Esta é a Morada do povo e está ocasião às pautas da chuva, da terreno e dos resíduos sólidos”, concluiu. 

José Bento Rocha, subsecretário de Desenvolvimento Sustentável da Semad, abriu o evento e defendeu a construção coletiva de soluções para enfrentar os desafios ambientais. Ao realçar a relevância da integração entre diferentes segmentos, Bento ressaltou que a proteção ambiental envolve desde povos e comunidades tradicionais até o setor industrial. “A gente entende povos e comunidades tradicionais porquê uma barreira de proteção do meio envolvente onde eles vivem”, afirmou.  

O subsecretário ponderou que o progressão tecnológico é inevitável e necessário. “Não é culpa da indústria em si. É o mercado, é a forma de vida. Todo mundo quer um sege, todo mundo quer um celular. A tecnologia às vezes nos ajuda, às vezes nos atrapalha um pouquinho, mas ela é necessária”, disse.

Segundo Bento, os fóruns de debate são fundamentais para alinhar entendimentos e edificar uma linguagem geral entre os diferentes setores. “Às vezes, a gente leva um ano para estrear a falar a mesma língua. Pensamos nas mesmas coisas, mas usamos linguagens diferentes. O objetivo da Semad é promover essa convergência. O que a gente quer pontuar hoje, porquê Semad e representando a secretária, é chamá-los para irmos juntos nessa discussão”.

José também relembrou os desafios enfrentados pela pasta nos últimos anos, principalmente na superfície de mudanças climáticas e destacou que, em 2019, o cenário institucional ainda era restringido. “A gente não conseguia falar de mudanças climáticas primeiro porque a secretaria não estava preparada”, afirmou. Segundo ele, houve uma transformação cultural interna que permitiu avanços significativos.

Rocha citou exemplos concretos dos impactos das mudanças climáticas no cotidiano da população, porquê a crise hídrica em Anápolis. “De 1998 para cá, a população mais que dobrou e a chuva diminuiu. É um repto que a gente tem. Quando olhamos para fora da nossa janela, a gente consegue ver e sentir na pele os efeitos das mudanças climáticas”, declarou.

O subsecretário enfatizou que os resultados só serão eficazes com esforço conjunto. “Zero que a Semad fizer sozinha vai ter resultados efetivos, às vezes a gente quer valorizar o conhecimento de um doutorado, de um pós-doutorado, mas não consegue entender o conhecimento da pessoa que tem a vivência. Uma vez que não vamos ouvir quem tem 70 anos de experiência nessa estrada?”, questionou.

Ao fechar, José Bento reforçou que, embora não seja provável “parar o mundo”, é viável prosseguir em estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. “Esse é o nosso papel cá”, concluiu.

Durante a manhã, também foi realizada a apresentação do Relatório Anual de 2025, resultado das atividades desenvolvidas no contexto do fórum, uma cerimônia de entrega de certificados de posse aos novos membros e coordenadores, além da entrega do Certificado de Engajamento (premiação pela participação).

Posteriormente, foram realizadas a eleição de coordenadores, a apresentação do Projecto Estadual de Promoção da Paridade Racial, com destaque para as metas vinculadas ao fórum, a apresentação da Estratégia Carbono Neutro, incluindo a formação de Grupo de Trabalho (GT) intersecretarial, e a apresentação do Projecto de Trabalho 2026.

No período da tarde, o evento contará com a realização da consulta pública do projeto de lei que institui o Sistema Estadual de REDD+.