Flamengo vai à final, um paraibano vira sensação mundial e o racismo deixa sua marca no Sub-12
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O Flamengo chega à final do Mundial Sub-12, na Espanha, depois de um sábado de sobrevivência e certeza. Pela manhã, eliminou o Arsenal nos pênaltis. À tarde, virou sobre o PSG por 2 a 1 — o mesmo opoente que havia tirado o Palmeiras da competição. Na decisão deste domingo, enfrenta o Real Betis.

Dentro de campo, o protagonismo rubro-negro tem nome: Murilo Aroucha (foto em destaque). Aos 12 anos, o garoto é o bombeiro do Flamengo no torneio e peça mediano na campanha até a final. É dele a responsabilidade de conduzir um time que cresceu no momento decisivo e chega embalado para disputar o título.

Mas o Mundial não gira exclusivamente em torno de quem vai levantar a taça. O personagem mais impactante da competição atende por P.H. Neto. O camisa 10 do Palmeiras, nascido em João Pessoa, virou matéria na Europa. Pelas jogadas, pelos gols, pela naturalidade com que decide jogos. Mesmo com a eliminação do Palmeiras, ele saiu maior do que o próprio time no torneio.

E foi justamente ele o mira do incidente mais lamentoso da competição. Em seguida uma atuação dominante contra o River Plate, P.H. Neto foi vítima de insultos racistas e agressões em campo. Um menino de 12 anos, protagonista do torneio, que terminou no banco de reservas, chorando, depois de ser atacado por adversários.

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O contraste é inevitável De um lado, o talento que encanta e projeta o horizonte do futebol. Do outro, um comportamento que insiste em sobreviver e mancha até mesmo uma competição de base.

Neste cenário, o Flamengo entra em campo para sentenciar o título.

Mas, independentemente do resultado, oriente Mundial já deixou uma marca clara: revelou um novo talento brasílico para o mundo — e lembrou, de forma dolorosa, que o futebol ainda precisa evoluir fora das quatro linhas.