Erika Hilton diz que vaga de ódio contra ela foi “paga” por deputados
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Em seguida assumir presidência da Percentagem da Mulher, deputada foi cândido de críticas; sem apresentar provas, Erika disse ter dossiê de políticos que financiaram perfis em redes sociais

A deputada federalista Erika Hilton (Psol-SP) afirmou nesta 2ª feira (30.mar.2026) ter identificado perfis de extrema-direita em redes sociais que pagaram para impulsionar discursos de ódio contra ela nas redes sociais. A deputada declarou que existe um dossiê com material que comprova o envolvimento de deputados federais, estaduais e vereadores de vários municípios do Brasil no financiamento desses conteúdos. 

A enunciação foi feita em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. A deputada, todavia, não apresentou provas que sustentassem sua asseveração sobre o financiamento de políticos ao oração de ódio. Erika, que é uma mulher trans, falou no programa sobre a recente vaga de críticas da qual foi cândido depois de ser eleita presidente da Percentagem da Mulher da Câmara dos Deputados, em 14 de março. 

Segundo a deputada, a vaga de críticas não foi espontânea. “Há um dossiê, um material vasto de parlamentares dos mais diversos campos do Poder Legislativo Federalista, Estadual, Municipal, de vários municípios do Brasil, que financiaram, que pagaram, que impulsionaram discursos de ódio contra mim”, afirmou.

“Esses parlamentares, que deveriam prezar pela honra de todas as pessoas em um Estado democrático de Recta, utilizaram quantia para circundar discursos de ódio em subida velocidade por meio de grandes empresas de tecnologia”, disse Erika.

“tentativa de distração”

Na entrevista, Erika disse também que a vaga de críticas teve o efeito de uma “tentativa de distração” das pautas da Percentagem. “Tentaram transformar em uma distração aquilo que de vestuário era importante, prioritário para a Percentagem da Mulher. Porque nós temos hoje um espectro no Brasil que não consegue compreender algumas condições”, afirmou.

A deputada mencionou uma vez que prioridade da Percentagem a proteção às mulheres no contextura do dedo, saúde da mulher, neonatal e promanação das crianças. Defendeu também a urgência de um trabalho pedagógico para desmistificar preconceitos sobre pessoas LGBTQUIA+.

“A sociedade precisa mudar a retrato que fez dessas pessoas, limpar o olhar sobre esses grupos e entender que eles estão batalhando unicamente por honra”, afirmou.