Moeda norte-americana fechou cotada em R$ 5,073; Ibovespa, principal índice da B3, chegou aos 205.430,33 pontos
O dólar comercial caiu 0,28% e fechou cotado a R$ 5,073 nesta 6ª feira (16.out.2026). O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), subiu 0,54%, aos 205.430,33 pontos.
A Bolsa interrompeu uma sequência de 3 pregões consecutivos de queda, mas acumulou desvalorização de 1,7% na semana. O mercado reagiu aos indicadores de atividade econômica e às incertezas sobre o cenário eleitoral brasileiro.

Segundo os dados de fechamento, o dólar perdeu força depois de subir na sessão anterior. A recuperação do Ibovespa foi insuficiente para compensar as perdas acumuladas desde a 3ª feira (13.out). O resultado mostra que os investidores mantêm a cautela diante das perspectivas para os juros, a política fiscal e o cenário eleitoral.
O índice havia encerrado a 5ª feira (15.out) aos 204.324,26 pontos, com recuo de 1,06%.
A recuperação se deu em meio à divulgação de novos dados sobre a atividade econômica brasileira. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), avançou 0,3% em agosto.
Apesar do resultado positivo no mês, o indicador acumulou retração de 0,6% no trimestre encerrado em agosto. O desempenho reforça os sinais de desaceleração da economia no 2º semestre e influencia as expectativas dos investidores sobre os próximos passos da política monetária.
A Selic, taxa básica de juros, está em 13,75% ao ano, depois do corte de 0,25 ponto percentual realizado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em setembro. A perspectiva de novas reduções depende do comportamento da inflação e da atividade econômica.
CENÁRIO ELEITORAL
O dólar interrompeu a sequência de valorização diante do real. Na 5ª feira (15.out), a moeda havia encerrado o pregão próxima de R$ 5,09, depois de 3 sessões consecutivas de alta.
A queda desta 6ª feira acompanhou o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. Ainda assim, os investidores mantêm a atenção sobre os juros dos Estados Unidos e as perspectivas para a política monetária da maior economia do mundo.
No Brasil, as pesquisas eleitorais também influenciam as decisões de investimento. Os levantamentos mais recentes mostram uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais.
O mercado avalia as propostas econômicas dos candidatos, principalmente em relação ao controle das despesas públicas, à trajetória da dívida e à política de juros a partir de 2027.
A combinação de incertezas eleitorais, juros elevados e sinais de desaceleração da atividade econômica ajuda a explicar a volatilidade dos ativos brasileiros. Apesar da recuperação desta 6ª feira, a Bolsa encerrou a semana com perdas, enquanto o dólar permaneceu acima de R$ 5.
