A arquidiocese de São Francisco anunciou nesta segunda-feira (29) que fechou um pacto para remunerar US$ 395 milhões (R$ 2 bilhões) a 530 vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do seu clero, em muitos casos quando as vítimas eram menores de idade.
Vários desses casos datam de décadas detrás e já haviam prescrito, mas o estado da Califórnia aprovou uma lei que concedeu aos denunciantes um prazo do primórdio de 2020 ao termo de 2022 para apresentar acusações.
O pacto “oferece um caminho para uma indenização justa aos sobreviventes que carregaram o peso desses abusos durante toda a sua vida”, disse o prior de São Francisco, Salvatore Cordileone. “Assumimos toda a responsabilidade pelo ocorrido e peço desculpas sinceras a todos os que foram afetados”, acrescentou, mencionando “a obrigação moral” da Igreja Católica de dar uma resposta a esses crimes.
Segundo o jurista Jeff Anderson, que representa secção das vítimas, o pacto obriga a arquidiocese a implementar 14 medidas para “proteger as crianças e dar ferramentas de especialista aos sobreviventes”.
A instituição terá que contratar um consultor independente – que terá aproximação a todos os seus arquivos – para fazer um relatório sobre os abusos cometidos. Também deverá ser divulgada uma lista parcial dos autores de abusos, e criada uma traço telefônica para denúncias.
O pacto ainda precisa ser sancionado pelas vítimas e por um juiz.
A Igreja Católica enfrentou nas últimas décadas, em nível mundial, vários escândalos de violência sexual cometidos por membros do clero.
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