Os tutores de pets têm 28% mais probabilidade de comprar produtos ambientalmente sustentáveis do que o consumidor médio, segundo dados da NielsenIQ apresentados durante o Pet Summit. A propensão varia conforme o número de animais no domicílio e aumenta em lares com três ou mais pets.
Os dados apontam oportunidades para quem investe em embalagens recicláveis, matérias-primas de origem responsável e práticas relacionadas ao bem-estar animal. Ao mesmo tempo, ainda há poucos produtos de pet care com atributos sustentáveis comprovados, o que pode favorecer marcas que comuniquem suas iniciativas com clareza.
Embalagens e bem-estar animal influenciam as escolhas
De acordo com os dados apresentados por Andrea Binder, da NielsenIQ, domicílios com um cão ou gato são cerca de 6% mais propensos que o consumidor médio a comprar produtos ambientalmente sustentáveis. Em residências com três ou mais pets, essa probabilidade sobe para 28%. Esses lares também são 15% mais propensos a comprar produtos com atributos de responsabilidade social.
Entre os fatores considerados pelos tutores, a reciclabilidade das embalagens aparece como um dos principais critérios para definir um produto como sustentável. Também pesam o uso de materiais reciclados, a redução de plásticos descartáveis, a origem dos ingredientes, as práticas agrícolas e o bem-estar animal. Segundo Binder, as práticas de fabricação, como o uso de energia renovável e o abastecimento responsável de matérias-primas, têm papel importante na percepção de sustentabilidade.
Oferta e comunicação mais transparente
Apesar do interesse dos consumidores, apenas 3% a 4% dos produtos da categoria pet care apresentavam alegações de sustentabilidade passíveis de certificação, segundo os dados da NielsenIQ. A diferença entre a demanda e a oferta pode representar uma oportunidade para fabricantes que consigam demonstrar os resultados de suas iniciativas.
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A comunicação também precisa ser específica. Alegações genéricas como “ecológico” ou “verde” perdem força diante da preferência por informações verificáveis, certificações e transparência sobre a cadeia de fornecimento. Para as empresas do setor, isso significa explicar quais características tornam um produto mais sustentável, evitando mensagens vagas que possam gerar dúvidas sobre a consistência das alegações.
