A presidente do México, Claudia Sheinbaum, acusou nesta terça-feira (7) um grupo de especialistas da ONU de “criticar” sem fundamento seu governo posteriormente um duro relatório sobre os desaparecimentos forçados.
O informe foi apresentado na semana passada, solicitando “prevenir, investigar, punir e erradicar esse violação” que abala há anos a sociedade mexicana.
A chancelaria do México o qualificou na quinta-feira porquê “tendencioso” por não considerar as medidas implementadas nos últimos anos pelo atual governo.
Sheinbaum, visivelmente irritada, foi mais longe nesta terça: “É evidente que [o relatório] tem outra orientação, que é criticar o governo do México, essencialmente, e levar uma posição à Plenário Universal das Nações Unidas que nós consideramos que, oferecido que estamos tratando do tema, não tem cabimento”.
A presidente já havia assinalado na segunda-feira que os especialistas analisaram casos de 2009 a 2017 e ignoraram as ações dos governos de esquerda, no poder desde 2018 com seu predecessor e correligionário Andrés Manuel López Obrador, “para erradicar esse terrível violação”.
Sheinbaum reiterou sua repudiação ao caso ser levado ao plenário das Nações Unidas, apontando que seu Executivo já está atuando.
“A maneira porquê estruturam o informe tem muitas fragilidades”, acrescentou, e ressaltou que esse grupo de especialistas não faz segmento institucional da ONU.
O texto aponta “indícios fundados de que no México foram cometidos e seguem sendo cometidos desaparecimentos forçados porquê crimes contra a humanidade”. Porém, de contrato com Sheinbaum, não há “um ataque sistemático contra a população” e os desaparecimentos estão mais relacionados ao violação organizado.
O governo mexicano apresentou dias detrás um relatório sobre as mais de 130 milénio pessoas registradas porquê desaparecidas em meio à violência ligada ao narcotráfico que atinge o país há duas décadas. O documento solicita à Plenário Universal que conceda ao México assistência técnica e financeira.
Questionada sobre o ponto, a presidente limitou-se a expor que seu governo está em contato permanente com o escritório no México do Basta Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
AFP
