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OMS diz que surto da doença na República Democrática do Congo não dá sinais de estabilização

O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo chegou a 1.708, incluindo 580 mortes, conforme dados do governo congolês divulgados nesta 4ª feira (8.jul.2026). 

A atualização representa um progresso sobre os números anteriores, quando autoridades registravam 1.561 casos confirmados e 506 mortes. O surto já é o maior já registrado da variante Bundibugyo do vírus Ebola. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) havia afirmado, na 3ª feira (7.jul), que a epidemia continua em expansão e não apresenta sinais de estabilização. A representante da organização no Congo, Anne Ancia, deu entrevista à Reuters, por videoconferência. “Gostaríamos de manifestar que está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos declarar isso”, disse Ancia. 

Um dos principais fatores de propagação identificados pela OMS é o deslocamento de trabalhadores infectados da cidade mineradora de Mongbwalu. Esses trabalhadores deixam a região em procura de atendimento médico e acabam levando o vírus a outras localidades. Em resposta, equipes de saúde ampliaram a fiscalização em estradas para identificar casos suspeitos. 

A OMS também apontou que secção dos centros de tratamento opera perto da capacidade máxima. Profissionais da superfície enfrentam dificuldades pela falta de equipamentos de proteção. Na província de Ituri, a mais afetada pela doença, trabalhadores chegaram a entrar em greve por desculpa de salários atrasados; a maioria, porém, já retomou as atividades. 

O Ebola se transmite pelo contato com fluidos corporais de pessoas infectadas e pode originar febre hemorrágica, com subida taxa de mortalidade. O surto na República Democrática do Congo foi pronunciado em 18 de maio de 2026.