A menos de dois meses do início solene da colheita de moca no Brasil, a corretora inglesa Marex publicou uma novidade projeção média de 75,9 milhões de sacas de moca a serem produzidas na safra de 2026/27 no país. O volume é quase 10 milhões de sacas a mais do que a mais recente estimativa da Conab (Companhia Vernáculo de Fornecimento).
Os números revelam otimismo dos analistas privados e públicos de mercado com o tamanho da colheita de moca no país, que deve lastrar a oferta global, que nos últimos anos ficou mais restrita diante de problemas climáticos nos produtores Vietnã e Indonésia.
De concordância com o grupo Marex, que visitou 300 fazendas para chegar às projeções, do volume totalidade, estima-se que 50 milhões sejam da espécie arábica. No Sul de Minas Gerais, que é o principal polo produtivo, as lavouras tiveram bom desenvolvimento vegetativo e deram bom carregamento de frutos por árvore, o que também sinaliza que o ciclo seguinte (2027/28) deve ser promissor.
Já safra de robusta é projetada entre 26 milhões de sacas. No Espírito Santo, maior região produtora de robusta do país, novos plantios devem indemnizar a menor produtividade no país.
