PremieRpet recebe selo LEED Silver por complexo industrial no Paraná
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A PremieRpet, uma das maiores empresa de pet food da América Latina, segundo dados do Top Companies 2026, levantados pela Pet Food Industry, conquistou a certificação LEED Silver (Leadership in Energy and Environmental Design) para seu complexo industrial de Porto Amazonas, no Paraná.

Inaugurada em 2022, a unidade recebeu investimento de R$ 1,1 bilhão e concentra parte da produção de alimentos para cães e gatos da companhia.

Concedida pelo U.S. Green Building Council (USGBC), a certificação LEED avalia edificações a partir de critérios relacionados a eficiência energética, uso da água, materiais, resíduos e outros aspectos de sustentabilidade. A categoria Silver integra os diferentes níveis de certificação previstos pelo sistema.


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Segundo a Indústria, medidas voltadas à obtenção da certificação começaram ainda durante a construção da unidade. Nesse período, 96% dos resíduos gerados pelas obras foram reciclados ou reaproveitados, evitando o encaminhamento para aterros.

Estrutura busca reduzir consumo de recursos

Entre as soluções adotadas no complexo estão telhados translúcidos que permitem iluminação natural em 75% das áreas internas, diminuindo a necessidade de iluminação artificial durante parte da operação.

A fábrica também conta com lagoas técnicas ao redor da edificação destinadas à gestão da água. De acordo com a companhia, as estruturas também funcionam como barreiras auxiliares de segurança contra incêndios.

“Construir no padrão LEED exige um rigor técnico e um investimento inicial muito mais alto, mas esse esforço se justifica plenamente no longo prazo”, afirma Fernando Torres Maluf, vice-presidente de Exportação e Sustentabilidade da PremieRpet.

A empresa pretende dar continuidade aos processos de avaliação da unidade de Porto Amazonas com o objetivo de alcançar a certificação LEED Gold. Outras instalações da companhia em Dourado (SP), destinadas à fabricação de cookies e alimentos naturais úmidos, já contam com essa classificação, segundo a PremieRpet.

“Uma fábrica projetada com esse tipo de inteligência consome menos recursos, desperdiça menos e blinda a nossa produção de ponta a ponta”, completa o vice-presidente.

Energia solar abastece unidades da companhia

A certificação também integra uma estratégia mais ampla da fabricante para reduzir o impacto ambiental de suas operações. Atualmente, segundo a empresa, 100% da energia elétrica utilizada pelas fábricas de Porto Amazonas e Dourado tem origem solar.

O abastecimento está relacionado ao Complexo Solar de Castilho (SP), projeto que recebeu investimento de R$ 940 milhões e é operado em parceria com a Comerc Renew. A estrutura possui 120 mil painéis fotovoltaicos dedicados à produção da empresa.

A companhia estima que o uso dessa fonte evite, anualmente, a emissão de aproximadamente 16 mil toneladas de gás carbônico.

Outra frente envolve a gestão de resíduos industriais. A companhia reaproveita 97% dos coprodutos gerados em suas operações, direcionando esses materiais para outras cadeias produtivas. A companhia prepara processos e auditorias para buscar também uma certificação Lixo Zero.