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No recente estudo Radar Pet, comandado pela Comac/Sindan, a questão da pirataria entre medicamentos veterinários se manteve um problema alarmante. De acordo com a pesquisa, estima-se que 15% do mercado nacional de saúde animal seja integrado por itens de procedência irregular ou pirateados, o que impõe um prejuízo entre R$ R$ 1,2 bilhão a R$ 1,8 bilhão.

No âmbito global, identifica-se que a comercialização de medicamentos falsificados – humanos e veterinários – responda por US$ 210 bilhões anuais (R$ 1,1 trilhão), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Gestores temem pirataria no e-commerce

A situação ainda se sustenta em virtude de alguns fatores. De um lado, 64% dos médicos veterinários indicam que não conseguem diferenciar as embalagens que são falsificadas das originais. E de outro, as facilidades e os preços praticados pelo e-commerce favorecem as operações com produtos de origem ilegal. “Hoje, os criminosos copiam os medicamentos de forma tão fiel que até o veterinário tem dificuldade de identificar quando é falso. A popularização das compras online tornou a aquisição mais prática, mas também dificultou a rastreabilidade da origem”, aponta Gabriela Mura, diretora de assuntos regulatórios e mercado do Sindan.


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Ainda de acordo com o estudo, apesar do fácil acesso, os marketplaces afastam 28,4% dos clientes que temem ter contato com itens contrabandeados. Atualmente, os medicamentos são os produtos mais comumente falsificados, com destaque para antipulgas, carrapaticidas e vermífugos, além das vacinas e remédios para doenças crônicas.

Campanhas buscam combater a pirataria

A fim de contornar a ascensão da pirataria, o Sindan desenvolve a campanha Olhos Abertos, voltada para orientação de médicos veterinários, produtores rurais, revendas agropecuárias e responsáveis de animais sobre os perigos dos medicamentos falsos. Já o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), sugere que em caso de suspeita ou confirmação de casos de pirataria sejam feitas denúncias por meio do seu portal Fala.br.

Para se precaver, os médicos veterinários podem seguir como método a realização de compras em ambientes físicos ou digitais seguros, conferência de registro no MAPA, observar o rótulo em português e o número de lote.