Operação da PF contra vendas de sentenças mira ex-assessor do STJ
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Agentes cumprem mandado de procura e inquietação contra Márcio Toledo Pinto e apuram se ele atuou para atrapalhar investigação

A PF (Polícia Federalista) realizou na manhã desta 3ª feira (31.mar.22026) mandado de procura e inquietação contra o ex-assessor do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Márcio José Toledo Pinto, investigado por atuar em esquema de venda de decisões judiciais.

Toledo foi deposto do função em 5 de setembro de 2025, depois de uma sindicância interna da Incisão, e indiciado pela PF em fevereiro de 2026. Procurada pelo Poder360 para se manifestar, a resguardo disse que ainda não teve aproximação aos autos que embasaram os pedidos da PF.

A operação foi autorizada pelo relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federalista), ministro Cristiano Zanin. Porém, o magistrado negou o pedido dos investigadores para legislar a prisão preventiva de Toledo. 

A PF procura indícios de que o ex-assessor teria atuado para atrapalhar as investigações sobre o verosímil esquema de venda de sentenças. No relatório guiado ao ministro em fevereiro, afirmou que Toledo articulou com o empresário Andreson Gonçalves a antecipação de decisões judiciais de ministros do STJ. 

Segundo os investigadores, eles praticavam os crimes de prevaricação, exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e organização criminosa. A corporação considerou que os indícios apontam que houve uma atuação isolada de funcionários do gabinete de ministros, sem provas concretas da participação dos magistrados.

Em 24 de fevereiro, Zanin deu prazo de 30 dias para que a PF conclua as investigações, iniciadas em novembro de 2024.  Ao ampliar o prazo das apurações, ressaltou que autorizou “sucessivas prorrogações de prazos para a epílogo” do caso.

“Dessa maneira, impõe-se a apresentação, no prazo de 30 dias, de relatório ilativo ou circunstanciado pela Polícia Federalista, a termo de que se colha revelação explícita sobre eventual interesse nas investigações, principalmente no que se refere ao delineamento de hipóteses investigativas envolvendo Andreson de Oliveira Gonçalves”, afirmou o ministro.

SUSPEITOS

Indicado porquê patrão do esquema, Andreson foi recluso preventivamente no início das investigações, em 26 de novembro de 2024. Depois, em 17 de julho de 2025, o IML identificou risco à saúde do empresário, diante de um quadro de perda rápida de peso, que exigia uma investigação complementar urgente.

No entendimento de Zanin, Andreson perdeu peso de forma voluntária. Em 12 de dezembro, o ministro decretou novidade prisão preventiva do investigado.

“Deverá a poder policial se manifestar sobre a indispensabilidade, se for o caso, da manutenção da custódia preventiva“, declarou o ministro. A prisão foi mantida em 11 de fevereiro pela 1ª Turma do STF.

Ao Poder360, a resguardo de Andreson criticou a decisão do colegiado do Supremo, dizendo não ter razões para seguir com a custódia, uma vez que o laudo do IML se mantém válido.