Perfurar uma clínica veterinária demanda muito além de vocação e conhecimento técnico. Para que o negócio se sustente e cresça, é preciso encará-lo uma vez que uma empresa, com planejamento financeiro, estratégia mercantil e processos muito definidos.
Esse é o alerta de Ricardo de Oliveira, CEO do Grupo Fórmula, diretor de expansão da Bable Pet e Profissional do Quadro Pet&Vet, ao listar os pontos essenciais para quem pretende empreender na superfície.
Os primeiros passos
A primeira providência a se adotar é a estruturação de um projecto de negócios, que permita entender o quanto custa manter a operação. É obrigatório detalhar todos os custos fixos e variáveis, incluindo despesas com profissionais, uma vez que veterinários, auxiliares e vendedores, comissões, aluguel, fornecedores, vontade, chuva, sistemas de gestão e impostos.
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Na sequência, é necessário mensurar o ponto de estabilidade. Segundo Oliveira, muitos empreendedores acreditam que faturar um valor suficiente para arcar com os pagamentos dos custos é o que basta para fechar a conta. “O operação correto considera a margem de taxa, ou seja, o quanto sobra de cada venda”, explica.
Os desafios dos clientes novos e da retenção
Atrair clientes é um dos maiores desafios de um empreendimento, independentemente do nicho. Olhando especificamente para clínicas, Oliveira observa que muitos donos desses estabelecimentos, geralmente veterinários de formação, focam quase exclusivamente na secção técnica e negligenciam o marketing.
“A gestão é de uma empresa normal, que não vive sem cliente. Nesse contexto, ações uma vez que presença em redes sociais, uso de tráfico pago, construção de funis de vendas e boa escolha de ponto físico deixam de ser opcionais e passam a ser estratégicas”, adverte. Mais do que estética, o marketing e a localização precisam ter planejamento e objetivos claros.
Mas atrair clientes novos tem se tornado cada vez mais custoso, impulsionado pela concorrência e pelo aumento dos custos de compra. Por isso, o profissional aponta que ampliar o faturamento a partir de uma base já existente é uma decisão inteligente.
Isso envolve implementar ferramentas de CRM e manter um relacionamento ativo com os tutores, por meio de comunicações frequentes, eventos na clínica e ações personalizadas, uma vez que mensagens em datas importantes.
Crédito e graduação
Por termo, Oliveira reforça a urgência de erigir um negócio que funcione independentemente do possuidor. É geral que o médico veterinário centralize atendimentos e decisões, tornando-se insubstituível. O que, na prática, o torna refém da própria clínica.
“O tutor só quer passar com o possuidor, que não consegue delegar, não tira férias e sequer consegue almoçar em moradia”, ressalta. A saída está na geração de processos e protocolos claros, para que a equipe possa replicar o padrão de atendimento e operação.
