Hugo-Motta-Camara-14-jul-2026-848x477.jpg

Presidente da Câmara diz que barreiras comerciais ameaçam empregos e são instrumento de pressão política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em nota na 5ª feira (16.jul.2026) que repudiava a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma novidade tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho e se aplica a produtos do Brasil destinados ao mercado norte-americano, com exceção de músculos, moca e outros.

“Medidas unilaterais e protecionistas uma vez que essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou mercantil que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira”, declarou Motta.

O presidente da Câmara disse que discorda do uso de barreiras comerciais uma vez que instrumento de pressão política. Mencionou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em abril de 2025 pelo Congresso, “uma vez que instrumento legítimo de resguardo dos interesses nacionais”.

Motta afirmou que a Câmara dos Deputados “acompanhará de perto os desdobramentos” e “atuará com responsabilidade e firmeza na resguardo dos interesses” do país. “O Brasil permanece unificado na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros”, disse.

Mais cedo na 5ª feira (16.jul), o ministro da Rancho, Dario Durigan, disse que o governo continuará a tutelar os interesses brasileiros com base nos instrumentos estabelecidos na Lei da Reciprocidade e na procura por uma solução negociada para o impasse.

Leia a íntegra da nota de Hugo Motta:

“O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, repudia a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasiliano apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais uma vez que instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, uma vez que instrumento legítimo de resguardo dos interesses nacionais.

“Medidas unilaterais e protecionistas uma vez que essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou mercantil que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira.

“A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na resguardo dos interesses do país. O Brasil permanece unificado na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros.

“Hugo Motta
“Presidente da Câmara dos Deputados”


Leia mais: