Mercados emergentes: a cena pet na Índia
emergente-india.webp




Acompanhe as principais notícias do dia no nosso canal do
Whatsapp.


Whatsapp Panorama Farmacêutico
Siga nosso canal

O mercado pet da Índia está ascensão, não só pelo aumento da população de animais, mas também pela mudança no comportamento dos tutores. Segundo a Redseer, só o segmento de pet care movimentou US$ 3,5 bilhões (R$ 17,5 bi) e pode alcançar entre US$ 7 bilhões (R$ 35 bi) e US$ 7,5 bilhões (R$ 37,5 bi) até 2028. A consultoria aponta maior preocupação dos tutores com o bem-estar dos animais e o crescimento da procura por produtos e serviços premium.

Para o consultor e veterinário Bernardo Otero, o avanço é explicado por fatores como crescimento da classe média, aumento da renda disponível e uma grande população de jovens profissionais. Segundo ele, esse cenário muda a relação dos indianos que passam a ver cada vez mais animais como membros da família.

“O aspecto mais interessante não é apenas o crescimento do número de animais. É o avanço dos gastos por pet. A Índia segue uma trajetória vista antes em países mais maduros, passando da alimentação caseira para a comercial, depois para produtos premium e nutrição funcional, até chegar à prevenção e ao bem-estar”, contextualiza.

Alimentação ganha espaço

A transformação também aparece nas vendas de pet food. Em 2025, o varejo indiano movimentou US$ 769,7 milhões (R$ 3,8 bi). A projeção da Euromonitor é de evolução média de 11,7% ao ano até 2030, quando o mercado deve alcançar US$ 1,34 bilhão (R$ 6,7 bi).


Continua depois da publicidade

Os cães ainda concentram a maior parcela desse mercado. A categoria de dog food movimentou US$ 540,1 milhões (R$ 2,7 bi) em 2025, equivalente a 70% das vendas de pet food. Já a de cat food alcançou US$ 213,9 milhões (R$ 1 bi), com crescimento médio anual de 31,1% desde 2020, contra 13% dos alimentos para cachorros no mesmo período.

Para Otero, os gatos merecem atenção de empresas que buscam oportunidades no país. “Anutrição premium e funcional, a saúde preventiva, dermatologia e grooming figuram entre as áreas com maior potencial”, acredita. Ele também elenca os serviços veterinários, telemedicina, seguros e saúde digital entre os segmentos que podem avançar conforme o mercado amadurece.

A expansão indiana também abre espaço para novos modelos de distribuição, com ênfase para o e-commerce, quick commerce, plataformas especializadas e os modelos de assinatura como aceleradores do mercado, o que permitiria que as marcas alcançassem consumidores sem depender inicialmente de lojas físicas.

O mercado ainda tem desafios

Apesar do potencial, o crescimento não é igual em toda Índia. Para Otero a capacidade de compra dos consumidores é um dos principais desafios. Grandes centros como Mumbai e Deli concentram consumidores com poder de compra, enquanto cidades de menores podem exigir mudanças de preço, embalagem, portfólio e canais de distribuição.