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A permanência do ministro de Minas e Vontade, Alexandre Silveira, no governo foi usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) porquê instrumento de fala política para viabilizar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federalista e de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais.

A decisão, além de retirar Silveira da disputa ao Senado por Minas Gerais em 2026, procura reduzir resistências no Congresso à escolha do Planalto.

O movimento ocorre em meio a tensões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga ensejo aos STF, com a saída de Luís Roberto Barroso. Lula, por sua vez, trabalha para manter Pacheco no tabuleiro eleitoral mineiro, com foco na disputa pelo governo do estado.

A exclusão de Silveira da corrida eleitoral em Minas atende a uma das condições colocadas por Alcolumbre para facilitar o progressão da indicação de Messias no Senado.

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A decisão também reorganiza o cenário em Minas Gerais, considerado estratégico para 2026. Lula procura solidificar um tribuna competitivo no estado, e a permanência de Silveira evita a fragmentação da base aliada.

A posição de Rodrigo Pacheco foi determinante nesse igrejinha. Embora tenha mantido proximidade política com Silveira no pretérito, os dois se afastaram. Pacheco sinalizou ao Planalto que não deseja dividir espaço com o ministro em uma eventual disputa estadual e chegou a trocar o PSD pelo PSB, ampliando sua autonomia política.

Silveira, por sua vez, tem histórico eleitoral relevante no estado. Em 2022, ficou em segundo lugar na disputa ao Senado, com 3,67 milhões de votos, detrás de Cleitinho Azevedo.

Atritos acumulados com o Senado

A relação entre Silveira e Alcolumbre já vinha desgastada por divergências na meio de temas do setor energético. Um dos pontos de conflito envolve indicações para agências reguladoras, mormente a Sucursal Pátrio do Petróleo, Gás Procedente e Biocombustíveis, onde o ministro resistiu a nomes apoiados pelo senador.

Outro foco de atrito é a gestão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia políticas públicas porquê o Luz para Todos. As divergências sobre regras e distribuição de recursos ampliaram a intervalo entre os dois.

A decisão de manter Silveira no incumbência, portanto, atende a múltiplos objetivos: reduzir tensões no Senado, evitar disputas internas em Minas e tentar edificar uma base mais favorável para a aprovação de Messias no STF.

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