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Mesmo sem reconhecimento solene do Brasil, o Kosovo pode dar um passo histórico no futebol. A seleção enfrenta a Turquia nesta terça-feira (31), às 15h45, em Pristina, valendo vaga na Despensa do Mundo de 2026.

Fora de campo, a história é mais complexa. Kosovo declarou independência em 2008, em seguida anos de tensão com a Sérvia, no contexto da rescisão da antiga Iugoslávia. O território, de maioria albanesa, viveu um conflito armado no término dos anos 1990, com mediação da OTAN e ulterior gestão internacional. Hoje, mais de 100 países reconhecem Kosovo, mas outros, uma vez que o Brasil, mantêm posição contrária por questões diplomáticas e de recta internacional.

Com muro de 1,8 milhão de habitantes, Kosovo é um dos países mais jovens da Europa, tanto politicamente quanto demograficamente. Esse perfil também se reflete no futebol. A federação lugar foi aceita pela Uefa e pela Fifa em 2016, permitindo que a seleção começasse praticamente do zero.

Ainda assim, o time ganhou competitividade rápido. Muitos jogadores foram formados fora do país, principalmente na Suíça e na Alemanha, fruto da diáspora kosovar. Alguns dos principais nomes com origem no território, uma vez que Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, acabaram defendendo outras seleções.

Mesmo sem tradição, Kosovo chegou à repescagem europeia e está a um jogo de uma classificação histórica. Se prosseguir, será uma das estreias mais rápidas da história recente entre seleções reconhecidas pela Fifa, se juntando a outros casos uma vez que o da Croácia.