marca-433a063d88b5d6e0cc42820f9d7d457197e0c27d22f0f0412179d2c47e20bfc1.svg_.svgxml

O deputado Bruno Peixoto (UB) apresentou, na Câmara Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 32346/25 que assegura ao condômino de edificações residenciais ou comerciais o recta de instalar, às próprias expensas, estação de recarga individual para veículo elétrico em sua vaga de garagem privativa, desde que respeitadas as normas técnicas e de segurança vigentes.

A proposta procura conferir segurança jurídica a moradores de condomínios verticais que enfrentam entraves para instalar pontos de recarga elétrica, em razão da escassez de regulamentação específica. De tratado com a justificativa do parlamentar, o progressão da eletromobilidade é um movimento irreversível e integra a estratégia global de descarbonização da matriz de transportes e de enfrentamento às mudanças climáticas.

A proposta destaca que o Brasil possui posição estratégica nesse cenário, em razão de sua matriz energética predominantemente limpa e renovável, o que amplia o potencial de liderança na transição para veículos eletrificados. Todavia, um dos principais gargalos identificados é a dificuldade de adaptação da infraestrutura predial, mormente em edifícios residenciais e comerciais.

Para Peixoto, a iniciativa não impõe obrigações civis ou técnicas aos condomínios — material de cultura da legislação federalista —, mas estabelece diretrizes para asseverar o recta individual do condômino à adequação de sua vaga de garagem à novidade veras energética. O projeto também prevê exigência de responsabilidade técnica nas instalações, em consonância com os princípios constitucionais da razoabilidade, proporcionalidade e eficiência, além de respeitar o pacto federativo.

Outro ponto contemplado pela proposta é a previsão de diretrizes para novas construções e a geração de programas de incentivo à instalação de pontos de recarga elétrica. A medida, defende Peixoto, permite ao Estado atuar de forma articulada com municípios e iniciativa privada, fomentando o desenvolvimento sustentável e preparando o envolvente urbano para as transformações tecnológicas já em curso.

O projeto será guiado para estudo na Percentagem de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).