A inovação no setor de pet food começa 2026 sob sinal amarelo e acende alerta na indústria de rações, com extensões para o Brasil. Uma pesquisa conduzida pela Petfood Industry, com profissionais do segmento nos Estados Unidos revela que quase dois terços dos fabricantes adiaram, pausaram ou engavetaram projetos de novos produtos.
O oferecido labareda atenção porque o setor de mantimentos para cães e gatos vinha operando, nos últimos anos, sob ciclos acelerados de lançamentos, impulsionados por premiumização, humanização dos pets e uso de ingredientes funcionais. Agora, o movimento indica maior seletividade, controle de risco e cautela estratégica.
Embora o levantamento tenha sido realizado nos Estados Unidos, o cenário dialoga diretamente com o momento da indústria pet brasileira, que enfrenta juros elevados, pressão de custos e consumo mais cordato no mercado pet.
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Dois terços das indústrias freiam lançamentos
Segundo a pesquisa, realizada entre novembro e dezembro de 2025:
- 35% seguem lançando produtos conforme o cronograma
- 30% não estão desenvolvendo novos produtos
- 17% enfrentam atrasos
- 8% engavetaram secção dos projetos
- 10% pausaram totalmente a inovação
Na prática, 65% das empresas reduziram o ritmo de inovação em nutrição bicho. A principal barreira apontada é a incerteza quanto à demanda do consumidor (30%), seguida por custos de matérias-primas e restrições na masmorra de suprimentos (21%). Limitações orçamentárias internas (12%) e preocupações regulatórias (9%) também aparecem entre os entraves.
Mercado brasiliano acompanha desaceleração
No Brasil, o impacto já se reflete nos indicadores de produção. Segundo o Sindirações, o setor de pet food encerrou 2025 com 4,04 milhões de toneladas produzidas, unicamente 0,7% supra do índice do ano anterior. A veras é muito dissemelhante das de 2023 e 2024, quando a categoria teve incremento de 6,3% e 3,3%, respectivamente.
Mercado de pet food em desaceleração no Brasil
(em milhões de toneladas e desenvolvimento %/ano anterior)

O consumo de mantimentos para cães e gatos alcançou tapume de 3 milhões de toneladas. O segmento representa 4,5% do totalidade da indústria vernáculo de sustento bicho.
“A pressão sobre custos, a desaceleração do consumo doméstico e a competição crescente entre marcas, principalmente no segmento econômico, fizeram esse segmento priorizar o menor preço para fazer giro e reconstituir margens”, observa Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo da entidade.
Juros altos pressionam decisões estratégicas
A Abempet aponta a trouxa tributária uma vez que outro entrave, com alíquota média de 50%. “Esse oferecido encarece o resultado final e limita a evolução do patamar de consumo”, complementa José Edson Galvão de França, presidente do Recomendação Gestor da associação.
Na Ultra Pet Alimentos, por exemplo, a participação da risco Premium Peculiar, mais alcançável, saltou de 20% para 50% do faturamento em dois anos, enquanto a categoria Super Premium foi a mais impactada. O movimento confirma a transmigração do consumo para categorias intermediárias, que buscam estabilidade entre preço e valor nutricional.
Estratégia defensiva não é uniforme
Apesar da cautela preponderante, a pesquisa mostra que nem todos os fabricantes reduziram investimentos:
- 34% adiaram a maioria das iniciativas
- 31% desaceleraram, mas mantiveram projetos
- 19% aceleraram a inovação para tomar oportunidades
- 9% mantiveram o ritmo planejado
- 6% focaram unicamente em extensões de risco
Ou seja, quase um quinto das empresas enxerga o cenário atual uma vez que oportunidade estratégica dentro da indústria pet. No Brasil, movimentos semelhantes aparecem em fabricantes que investem em automação, eficiência energética e verticalização de insumos para reduzir custos e preservar margem. Empresas uma vez que a Prediletta Pet ampliaram automação industrial e eliminaram intermediários na compra de matérias-primas, buscando maior controle produtivo.
Saúde funcional lidera apostas
Entre as prioridades de inovação para os próximos 12 a 18 meses, a pesquisa internacional aponta:

Já as perspectivas para 2026 mostram um mercado dividido:
- 10% têm possante crédito na demanda por inovação
- 39% demonstram crédito moderada
- 32% estão incertos
- 13% veem mercado saturado
- 6% não têm crédito
