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O mercado global pet desacelerou para 3,56% de crescimento em 2025, após uma sequência de expansão expressiva no pós-pandemia. Ainda assim, o segmento é avaliado em US$ 259 bilhões, com expectativa de alcançar US$ 427 bilhões nos próximos anos. No Brasil, o panorama de desaceleração foi o mesmo, contudo, sustenta-se o alcance de um faturamento de R$ 81,35 bilhões este ano.

Uma perspectiva do cenário internacional revela o setor pet se consolidando em diferentes economias como um braço importante, o que ao longo de 2026 motiva uma série de fusões e aquisições.

No Brasil, o pet food teve um desempenho positivo com movimentação de R$ 42,96 bilhões, e avanço de 3,72% em relação a 2025. No mundo, este é o nicho que mais aquece o mercado, de forma que entre julho e setembro, Europa e Estados Unidos protagonizaram as principais negociações focadas em nutrição premium, dietas naturais e snacks. Um exemplo disto é a belga United Petfood que adquiriu 50% da SmartPetPro, produtora alemã de alimentos úmidos premium, e a Assisi Pet Care que comprou a Forthglade, fabricante britânica de alimentos naturais para cães.


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O mercado pet deixou de ser um nicho para se consolidar como um dos setores mais resilientes da economia. Grandes empresas não estão mais apenas comprando moléculas. A Covetrus concordou em se fundir com a MWI Animal Health em um negócio que avalia a MWI em US$ 3,5 bilhões. Em setembro, a IDEXX adquiriu a CoVetAI, que adiciona documentação clínica baseada em IA ao seu ecossistema de software.

“Para a América Latina, isso tem dois efeitos. Grandes empresas estão simplificando seus portfólios e mirando em mercados menores, ao criarem oportunidades para laboratórios de médio porte e desenvolvendo marcas”, detalha Bernardo Otero, consultor e veterinário.

Panorama de aquisições e fusões entre julho e setembro

Saúde animal é um dos mercados prioritários

As áreas de saúde animal e wellness vêm na sequência como principais focos de interesse dessas corporações, sendo que hospitais, redes de diagnósticos e planos de saúde são buscados pelo ganho de escala geográfica. Em agosto, a The Farmer’s Dog concluiu a compra da Woof do setor de bem-estar e enriquecimento, que manterá sua marca e equipe dentro do grupo. A farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim obteve 100% da suíça Evax, uma biotech de vacinas terapêuticas e doenças dermatológicas alérgicas.

Para além da Europa e dos Estados Unidos, outros destinos apostam na força da economia pet, com Japão, Nova Zelândia e Índia despontando. A empresa japonesa Umios em busca de sua expansão estratégica comprou 25,1% da Pataya Food Industries, que acolhe as marcas de pet food Regalos e Remy. Já a neozelandesa Scales investiu no mercado europeu ao obter a Esro Petfood, que há 30 anos atuava com o fornecimento de ingredientes congelados para rações e alimentos de animais de estimação.

Na visão de Guilherme Martinez, diretor de negócios da NürnbergMesse Brasil, o alvo de aquisição que mais desperta interesse hoje é aquele que já provou ter um modelo de negócio saudável – fluxo de caixa positivo, margem consistente e crescimento real, não inflado só por reajuste de preço.

“Investidor e comprador estratégico querem ver histórico, não promessa. Eles não estão em busca de potencial e sim de resultados comprovados que revelem espaços claros para crescer com mais eficiência dentro de uma estrutura maior”, aponta.

Fusões acontecem no Brasil

No Brasil, 2026 também está sendo movimentado com a fusão da Petz + Cobasi encerrada em janeiro, originando uma rede com mais de 480 lojas, e em abril, a startup +Pet juntando-se à VFP, criando planos de saúde e hospitais próprios. A operação entre as empresas da área da saúde foi avaliada em R$ 415 milhões.