O indiciamento da falsa biomédica Sheline Araújo e da vendedora Amanda Almeida Galdino por usar indevidamente o nome e dados de um profissional da superfície de estética para abastecer uma clínica clandestina com insumos, em Goiânia, escancarou uma prática criminosa: a falsidade ideológica.
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Conforme prova de Amanda, que consta no questionário policial ao qual o Mais Goiás teve chegada, ela afirmou que é geral na superfície de estética vender produtos para terceiros com o cadastro de outros profissionais sem a prévia autorização ou consentimento.
Amanda foi indiciada pela Polícia Social (PC) na última terça-feira (24) por gerar um cadastro e falsificar a assinatura de uma biomédica para realizar ao menos três compras em nome da profissional, sem que a mulher soubesse. Os insumos tinham porquê direcção a clínica de Sheline, também indiciada por falsidade ideológica.
A falsa biomédica ainda deve responder por falsificação de produtos medicinais e manobra ilícito da profissão. Sheline atendia a murado de um ano e quatro meses no estabelecimento, tendo comprado ao menos R$ 200 milénio em insumos em nome da vítima com o auxílio de Amanda, responsável pelas vendas.
Além de atuar porquê biomédica sem ter formação na superfície, Sheline também se apresentava porquê graduada em enfermagem. No entanto, no questionário, consta a indiciada não possui qualquer tipo de formação superior, sendo que ela mesma afirmou em prova não ser formada em enfermagem e que ainda está cursando biomedicina.
A certeza é contrária ao que a mulher alegou nas redes sociais, logo depois que foi intuito de operação em 26 de fevereiro deste ano. Na ocasião, ela usou o Instagram para se apresentar porquê enfermeira e afirmou que aguarda registro junto ao Parecer Federalista de Enfermagem (Cofen), mas a corporação identificou que o diploma apresentado era falso.
Entenda o esquema
Para conseguir abastecer a clínica com insumos, Sheline usava o registro e dados pessoais de uma profissional sem o consentimento dela. Ao todo, a falsa biomédica comprou ao menos R$ 200 milénio em produtos em nome de terceiros somente de uma fornecedora, conforme o relatório policial. A suspeita atendia na clínica a murado de um ano e quatro meses.
Em prova, Sheline afirmou que estava arrependida do violação e que não conhecia a verdadeira biomédica, tendo usado o nome da mulher em mercê próprio por sugestão da vendedora Amanda Almeida Galdino. Conforme a falsa biomédica, Amanda afirmou que era amiga da vítima e assinou três compras em nome da profissional – motivo pelo qual também foi indiciada.
“Ela nega ter feito o cadastro em nome da biomédica na empresa, mas alega que teriam lhe oferecido a possibilidade de compras pela vendedora Amanda em nome da biomédica. Afirmou que assinou em nome da biomédica a pedido de Amanda e informou que Amanda se responsabilizaria por qualquer problema proveniente da fiscalização do recomendação de biomedicina”, diz trecho do prova de Sheline registrado na PC.
Amanda, por outro lado, negou as afirmações de Sheline e também tentou imputar os crimes à falsa biomédica, conforme prova. Segundo ela, o cadastro em nome da vítima foi feito a pedido da própria biomédica em abril de 2025, depois elas se conhecerem em outras empresas. No entanto, afirma que realizou as compras sem o consentimento da vítima e que agiu a pedido de Sheline.
A vendedora contou à PC que o “proprietário da empresa tinha conhecimento de todas as vendas realizadas para Sheline no cadastro da biomédica. O responsável técnico também tinha conhecimento”. Os dois, porém, não foram indiciados.
O Mais Goiás entrou em contato com Sheline para que se posicionasse, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A resguardo de Amanda não foi localizada.
Investigação
A investigação teve início depois a vítima procurar a PC para denunciar o violação, depois de ser advertida pelo Parecer Regional de Biomedicina devido a compra de insumos. À corporação, ela informou não saber a clínica ou Sheline.
“Ela não tem CNPJ. Pode responder por falsidade ideológica, crimes financeiros, crimes sanitários e, ainda, manobra ilícito da profissão”, afirmou o mandatário Diogo Luiz Barreira ao Mais Goiás no dia da operação.
“Há seis meses ela compra medicamentos em nome dessa biomédica. Ela [Sheline] tinha todos os dados dela [biomédica], usava o nome dele, assinava em nome dela”, concluiu.
