Uma adolescente morreu e outras pessoas ficaram feridas após uma explosão durante uma excursão escolar nesta segunda-feira (12), perto da fronteira entre Israel e o Líbano, segundo serviços israelenses de emergência.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que uma avaliação inicial feita por militares no local indicou que a explosão foi causada por uma munição do Hezbollah que não havia detonado e caído na região. Ainda não está claro quando o projétil foi disparado.
Segundo o serviço de emergência israelense United Hatzalah, três pessoas ficaram gravemente feridas e pelo menos outras dez sofreram ferimentos leves a moderados. Imagens divulgadas pelos militares mostram um helicóptero transportando feridos para atendimento médico.
Em comunicado, a prefeitura de Ma’alot-Tarshiha, no norte de Israel, informou que alunos e funcionários participavam da excursão anual da escola local quando ocorreu a explosão. O Ministério da Educação classificou o episódio como um “incidente extremamente difícil” e manifestou solidariedade às vítimas e familiares.
A polícia israelense informou inicialmente que a explosão poderia ter sido provocada por munição não detonada perto das aldeias de Yiftah e Manara, na região da fronteira. Especialistas em desativação de bombas foram enviados ao local para investigar a causa.
O serviço de emergência MDA classificou a ocorrência como complexa e mobilizou ambulâncias, unidades móveis de terapia intensiva e um helicóptero. “Enviamos rapidamente um grande contingente ao local, incluindo ambulâncias, unidades móveis de terapia intensiva e um helicóptero do MDA”, afirmou o diretor regional do serviço, Itzik Shushan.
Cessar-fogo no Líbano
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no fim de junho deveria encerrar meses de confrontos no sul do Líbano e abrir caminho para o envio de militares libaneses à região e a retirada gradual das Forças de Defesa de Israel.
Israel recuou de duas pequenas áreas ao longo da chamada linha amarela, que delimita a zona ocupada pelos militares israelenses. No entanto, os avanços na implementação do acordo praticamente estagnaram.
Israel demoliu vilarejos inteiros no sul do Líbano e continuou realizando ataques frequentes na região, em uma tentativa de retirar o Hezbollah do território.
