“Esse matéria está liquidado. Não tem que discutir zero. Sou pré-candidato ao Governo”, afirma Wilder
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COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY

Senador afirma que recebeu orientação direta na Papudinha para lançar candidatura própria do PL e descarta conformidade com Caiado

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Wilder Morais, senador da República (Foto: Filial Senado)

O senador da República Wilder Morais (PL) saiu do encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (14), na Papudinha, convicto de que sua pré-candidatura ao Palácio das Esmeraldas está consolidada. Segundo o empresário, foi o próprio Bolsonaro quem o orientou a seguir adiante, em movimento que contrasta com setores do partido que defendem associação com o governador Ronaldo Caiado (PSD).

“Esse matéria está liquidado. Não tem que discutir mais zero. Sou pré-candidato ao Governo do Estado de Goiás”, afirma, com exclusividade, à poste Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás.

Wilder relata que esteve murado de uma hora com Bolsonaro e que foi à reunião para pedir direção política sobre o rumo do PL em Goiás. Saiu, de conformidade com ele ele, com regra clara: montar tribuna completo em 2026, com candidato ao governo, ao Senado e chapas proporcionais. “Eu não fui lá pedir para ser candidato. Fui pedir orientação. Ele pediu para seguir. Se ele não tivesse autorizado, eu não estaria falando isso agora”, diz.

A enunciação ocorre em meio a uma divergência interna no PL goiano. Uma fileira ligada ao deputado federalista Gustavo Gayer defende priorizar a disputa ao Senado e manter diálogo com Caiado. Wilder afirma que essa hipótese está superada. “Tem o presidente do partido. Ele me autorizou. Eu sigo o meu líder. Meu líder é Jair Messias Bolsonaro.”

Leia a entrevista na íntegra com o senador Wilder Morais (PL):

Domingos Ketelbey: Uma vez que o ex-presidente estava?
Wilder Morais: Imagina você recluso. Uma vez que é que está? Está sofrendo. Eu fiquei lá uma hora e pouco com ele. Mas ele é muito poderoso. Ele não recua. Ele acha injusto o que está passando e, na verdade, é. Ele se sente que brigou pelo Brasil e por isso está lá. Mesmo nessa situação, demonstra que vai resistir.

Domingos Ketelbey: O que foi tratado especificamente sobre Goiás?
Wilder Morais: Ele identifica que a política precisa ser pensada em nível vernáculo. Nós temos candidato a presidente da República e os estados precisam ter pragmatismo. Goiás precisa ter candidato a governo, candidato ao Senado e tutelar os princípios do partido. Eu fui lá pedir direção: qual caminho devemos seguir em Goiás? Ele pediu que tivéssemos candidato a governo, a Senado, a deputados estaduais e federais. Que montássemos estrutura e uma placa poderoso e fizéssemos campanha no estado inteiro.

Domingos Ketelbey: O senhor colocou seu nome uma vez que pré-candidato?
Wilder Morais: Eu já tinha posto meu nome. E ele falou para seguir. Eu não fui pedir para ser candidato. Fui pedir orientação. Passei o ano inteiro sendo cobrado. Só iria admitir depois de falar com o presidente. Hoje falei. Ele disse para seguir.

Domingos Ketelbey: Em qualquer momento ele pediu para o senhor recuar?
Wilder Morais: Não. Não discutimos recuo. Eu fui pedir direção. Ele que pediu para seguir. Não teve meia-volta. Ele determinou a direção e eu estou seguindo.

Domingos Ketelbey: Há setores do PL que defendem constituição com o grupo do governador.
Wilder Morais: Tem o presidente do partido. Ele me autorizou a ser candidato. Eu sigo o meu líder. Meu líder é Jair Messias Bolsonaro. Se ele tivesse oferecido direção dissemelhante, eu seguiria. Eu nunca falei em pré-candidatura antes porque não tinha autorização. Agora tenho.

Domingos Ketelbey: O governador anunciou que a associação com setores do PL estava praticamente consolidada. Uma vez que o senhor vê isso?
Wilder Morais: Eu nunca rebati isso. Nunca fui contra zero. Mas eu só iria tomar posição depois de falar com o presidente. Acho que ele antecipou um pouco as coisas. Eu precisava executar o ritual de falar com ele primeiro.

Domingos Ketelbey: Essa decisão é irreversível?
Wilder Morais: Esse matéria está liquidado. Não temos que discutir mais zero. Sou pré-candidato ao Governo do Estado de Goiás. Agora é discutir projecto de governo e formação de placa. O presidente pediu que a gente fosse rápido nisso.

Domingos Ketelbey: Qual é a lógica política dessa escolha?
Wilder Morais: Goiás deu 2.180.000 votos ao presidente. É um estado conservador. Qual é a lógica de não ter candidato cá? Nós vamos tutelar nosso projeto nos 246 municípios. É uma eleição apertada. Pode lucrar por um voto. Nós vamos ter tribuna em Goiás.

Domingos Ketelbey: E a relação com Gustavo Gayer?
Wilder Morais: Ele vai disputar eleição conosco. As decisões sobre Senado e outras candidaturas serão tratadas com o presidente. O que estava em discussão era se teríamos candidato ao governo ou não. Decidimos que vamos ter.