Fatores políticos, econômicos e ideológicos explicam por que a ilhota foge da lógica de interesse energético dos EUA
Os Estados Unidos mantêm Cuba sob pressão desde o século pretérito e reforçam essa postura no cenário atual sob o governo de Donald Trump (Partido Republicano). Segundo o presidente, os planos da Vivenda Branca podem ou não incluir “uma tomada de controle amigável” da ilhota caribenha. Essa abordagem em tom de prenúncio apresenta diferenças em relação às estratégias com foco no petróleo na guerra do Irã e na mediação na Venezuela.
A tensão entre Cuba e EUA resulta de fatores porquê proximidade geográfica, legado ideológica e uma longa disputa econômica.
Cuba está a murado de 150 km da Flórida. Historicamente, isso favorecia uma integração econômica semelhante à mantida pelos EUA com outros países do Caribe e da América Medial. Antes da Revolução Cubana de 1959, empresas norte-americanas investiam amplamente nos setores agrícola, mormente no açúcar e nas frutas da região. Aliás, Cuba era um orientação muito sedutor para o turismo norte-americano.
O fortalecimento do regime de Fulgêncio Batista, líder bravo pelos EUA, reforçou a presença de capital estrangeiro, mas também alimentou insatisfação por segmento da população. Esse cenário pavimentou o caminho para o movimento liderado por Fidel Castro, que tinha porquê um de seus pilares o exposição anti-imperialista. O novo regime nacionalizou empresas, principalmente as norte-americanas instaladas em Cuba.
Em entrevista ao Poder360, Patrícia Nasser, professora de ciências econômicas da UFMG (Universidade Federalista de Minas Gerais), afirmou que esse movimento “levou ao rompimento das relações político-diplomáticas com os EUA em 1960 e marcou o início de uma relação de confronto que permanece até hoje. O país não é uma economia numulário, nem uma democracia nos moldes norte-americanos”.
Sem aproximação ao mercado norte-americano, Cuba passou a depender da União Soviética para provimento energético, o que a levou a adotar o socialismo em 1961. Depois da rescisão da URSS, Cuba passou por dificuldades relacionadas ao fornecimento energético. Com a eleição de Hugo Chávez na Venezuela em 1998, o país sul-americano assumiu o papel de principal fornecedor de petróleo ao país caribenho.
Crise econômica e energética
A tomada de Nicolás Maduro pelos EUA em 3 de janeiro de 2026 reduziu o envio de combustível e os embargos de Trump agravaram a crise da ilhota. A lógica econômica por trás da pressão sobre Cuba difere de outros casos:
“Em países ricos em petróleo, a disputa dos norte-americanos costuma envolver o controle de recursos energéticos. A pressão econômica atual procura intensificar essas dificuldades para forçar mudanças políticas e uma eventual brecha de mercado e a possibilidade de investimentos norte-americanos em diversos setores”, afirmou a professora.
Donald Trump tem demonstrado francamente interesse em promover uma mudança de regime em Cuba e já indicou que haverá consequências caso Havana se recuse a negociar. Para a técnico, esse exposição em tom de prenúncio não deve ser tratado só porquê estratégia política:
“O exposição é duro e deve ser levado a sério, mas isso não significa necessariamente uma mediação militar. A estratégia parece ser de pressão econômica e mostra de poder, um tanto mais conciliável com a política externa recente dos Estados Unidos sob o governo Trump”, disse Patrícia Nasser.
Esta reportagem foi produzida pela trainee em jornalismo do Poder360 Isadora Vila Novidade sob supervisão do editor João Vitor Castro.
