Crise sem término: ações do BRB despencam e atingem R$ 3,02, menor valor histórico
acoes-do-brb-despencam.jpg

As ações do Banco de Brasília (BRB) já estavam em desvalorização e despencaram, chegando ao menor valor, de R$ 3,02, nessa sexta-feira (3/7). Trata-se de uma queda de 92% em verificação com cinco anos detrás, quando as ações do BRB valiam R$ 38. Ou seja, quem comprou as ações do BRB em 2021 perdeu quase todo o verba que investiu.

Ações do BRB despencam e chegam ao menor valor

O BRB mergulhou na pior crise da história desde que comprou carteiras de crédito falsas do Banco Master, em prejuízo medido em R$ 8,8 bilhões até o momento. A derrocada do banco teve início quando o caso veio a público, em novembro de 2025, na deflagração da Operação Compliance Zero.

O logo presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi distante por lei judicial e acabou recluso quatro meses depois, depois investigações apontarem que ele recebeu propina de Daniel Vorcaro, possuidor do Banco Master, para atuar em obséquio do banco privado com verba público.

Em meio à polêmica, com prejuízo bilionário ao BRB, o GDF tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar o banco e evitar a quebra. No entanto, mais de um mês depois o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federalista (STF), homologar harmonia para viabilizar o crédito, o contrato não foi assinado diante da resistência dos bancos que dariam a fiança ao negócio.

Por exigência das instituições financeiras envolvidas, o GDF conseguiu confirmar um projeto de lei na Câmara Legislativa, em 9 de junho, para ratificar os termos do harmonia, em meio a um desgaste político. Mesmo assim, quase um mês depois, as negociações não chegaram ao término, piorando cada dia mais o caso do BRB.