VICTORIA DAMASCENO
PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS)
A chancelaria da China classificou porquê “infundada” a querela do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país asiático teria cometido “a maior violação de dados eleitorais da história”, ao supostamente obter ilegalmente informações de muro de 220 milhões de eleitores dos Estados Unidos.
“Nós não temos interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos e nunca fizemos isso”, disse nesta sexta-feira (17) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian. “Nós instamos os EUA a refletir sobre o seu próprio comportamento.”
A Vivenda Branca afirma que as informações seriam relativas a nome, endereço, telefone, preferências partidárias e outros dados sensíveis.
Trump também afirmou que o regime chinês teria identificado jornalistas americanos que produzem reportagens críticas a ele e teria oferecido numerário para que esses profissionais publicassem ainda mais teor negativo sobre o americano.
“Eles não se importavam com o que seria dito”, afirmou Trump. O presidente, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações nem especificou quais jornalistas ou veículos de notícia estariam envolvidos.
“O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo”, disse.
A enunciação do americano vai de encontro a uma política diplomática chinesa segundo a qual Pequim reitera insistentemente que o país asiático não interfere ou comenta assuntos domésticos.
As alegações de Trump ocorrem dois meses em seguida a visitante dele a Pequim, a invitação do líder do regime chinês, Xi Jinping, para uma visitante de Estado, e representam uma ameaço à frágil trégua na guerra mercantil entre os dois países.
A viagem foi uma extensão ao movimento iniciado em novembro do ano pretérito, quando os mandatários se encontraram em Busan, na Coreia do Sul, às margens da cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português), para discutir a guerra tarifária e chegaram a acordos.
No encontro mais recente, o tom oferecido foi o de manter a aspecto de firmeza entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Xi pediu que os países trabalhassem no que chamou de “firmeza estratégica”, um termo que tem feito secção das conversas entre as chancelarias chinesa e americana.
As novas falas de Trump também colocam em incerteza se o chinês aceitará o invitação do americano para visitar Washington em setembro, um invitação que teria sido feito porquê forma de reciprocidade à visitante dele a Pequim.
