A medicina veterinária brasileira acaba de atingir um novo marco. Dados do Parecer Federalista de Medicina Veterinária (CFMV) mostram que o país contabiliza 217.926 médicos veterinários em atividade, superando pela primeira vez a marca de 200 milénio.
O número representa um prolongamento de tapume de 31% em relação ao levantamento anterior, quando o país reunia pouco mais de 166 milénio profissionais registrados em treino.
O progressão acompanha a expansão do mercado pet e o fortalecimento de áreas uma vez que saúde pública, inspeção de víveres, bem-estar bicho e pesquisa. Ao mesmo tempo, o prolongamento reacende um debate macróbio. O mercado conseguirá aspirar esse precário mantendo padrões adequados de remuneração, qualidade da formação e valorização da curso?
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Representatividade feminina aumenta
Outro indicador que reforça a transformação da profissão é o progressão da participação feminina. As mulheres já representam 58% dos veterinários em atividade, superando os homens tanto em número de registros quanto na ocupação de espaços de liderança.
O movimento levou, inclusive, à geração da Percentagem Vernáculo de Valorização da Mulher Médica-Veterinária e Zootecnista pelo CFMV, voltada à promoção da isenção de gênero. “É procedente que aconteça essa sobreposição quantitativa, considerando a separação populacional do Brasil. E o vestuário de elas apresentarem, de modo universal, características empáticas não comumente presentes nos homens pode ser um diferencial”, avalia Ana Elisa Almeida, presidente do parecer.

Alerta sobre concentração
A distribuição dos profissionais continua revelando poderoso concentração nas regiões mais desenvolvidas do país. O Sudeste reúne 106.429 médicos-veterinários, o equivalente a 48,8% de toda a força de trabalho vernáculo. O Sul aparece em seguida, com 47.487 profissionais (21,8%), enquanto o Nordeste concentra 28.137 (12,9%).
O Núcleo-Oeste soma 24.564 médicos-veterinários (11,3%), impulsionado pela força do agronegócio, e o Setentrião permanece com a menor participação, reunindo 11.309 profissionais (5,2%). Apesar do prolongamento integral em todas as regiões, o cenário evidencia que a distribuição da força de trabalho ainda acompanha a verdade econômica, populacional e produtiva do país.

Expansão exige planejamento
Embora os números evidenciem uma profissão em franca expansão, especialistas alertam que o prolongamento quantitativo precisa ser escoltado de políticas voltadas à qualificação e ao fortalecimento da curso. Ana Elisa Almeida entende que esse movimento passa necessariamente pela qualificação da formação presencial e pela atuação moral dos profissionais.
“A medicina veterinária envolve atividades que impactam diretamente a saúde bicho, a saúde humana e o meio envolvente. Não se pode formar um profissional sem vivência prática e sem contato real com os desafios da profissão”, reitera, combatendo o chegada desordenado de cursos de graduação a intervalo.
A evolução da categoria também amplia os desafios da fiscalização. Em junho deste ano, uma operação vernáculo conduzida pelo Sistema CFMV/CRMVs vistoriou mais de 1,1 milénio clínicas e hospitais veterinários, identificando irregularidades em 21,9% dos estabelecimentos, entre elas a pouquidade de veterinários em plantões de urgência e emergência.
Marcio Mota, presidente da Associação Vernáculo dos Médicos-Veterinários (ANMV), defende iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novas competências. “Nossa superfície vive um processo de transformação que exige profissionais preparados não unicamente do ponto de vista técnico, mas também em gestão, empreendedorismo, inovação e liderança”, reforça.
