Os atendimentos veterinários de urgência no Brasil têm se concentrado em quadros mais graves, principalmente fora do horário mercantil. Levantamento da WeVets indica que 87% dos casos atendidos em pronto-socorro aos finais de semana e feriados são considerados críticos, evidenciando um padrão de procura tardia por assistência.
Do totalidade de atendimentos, tapume de 14% ocorrem durante a madrugada, entre 22h e 6h, período associado a situações clínicas mais agudas. Segundo a médica-veterinária Carollina Marques, coordenadora da rede, o pronto-socorro tem sido a principal porta de ingressão nesses momentos, principalmente quando clínicas convencionais estão fechadas.
De combinação com a profissional, fatores uma vez que baixa adesão a consultas preventivas, rotina dos tutores e dificuldade de chegada a serviços fora do horário mercantil contribuem para o protraimento do atendimento. Isso faz com que muitos casos evoluam até estágios mais complexos antes da procura por ajuda.
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Na prática, esse cenário pressiona estruturas hospitalares contínuas, que concentram a demanda em períodos críticos. “Quando o atendimento ocorre em estágio avançado, o tratamento tende a ser mais longo, multíplice e custoso”, afirma Carollina.
Para a WeVets, o progresso do setor passa pela consolidação de modelos hospitalares 24 horas e por uma mudança de comportamento dos tutores, com maior foco em prevenção e seguimento contínuo. O prolongamento da humanização dos pets reforça essa tendência, mas ainda aponta desafios na transição para um desvelo mais estruturado.
