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Durante os seminários realizados no Pet Food Forum Brasil, um dado de impacto foi apresentado sobre o setor de pet food do país. Conforme mostrado durante a apresentação de Ivan Franco, economista e fundador da Triplethree International Market Research, consultoria especializada em pesquisa de mercado para o setor food, o Brasil é o segundo maior mercado do mundo em volume consumido. A informação é do Pet Food Industry.

Com um consumo superior a 4 milhões de toneladas anuais, o Brasil está à frente da China, que gera cerca de 2 milhões de toneladas, e atrás apenas dos Estados Unidos, que superam 10 milhões de toneladas por ano.

Infraestrutura, inovação e independência constroem o resultado

Segundo o economista, um dos fatores que ajudam a explicar o volume de consumo superior ao registrado pela China é a infraestrutura da indústria brasileira. “O Brasil é uma ‘powerhouse’, com plantas (industriais) gigantes. A China ainda está entrando nesse ritmo de crescimento. Não há comparação”, afirma Ivan Franco. 


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Outro fator destacado pelo economista é a disponibilidade doméstica de matérias-primas utilizadas pela indústria, especialmente grãos e proteína animal. Segundo Franco, o acesso a esses insumos reduz a dependência de importações e favorece uma estrutura de custos mais competitiva em relação a outros mercados da região.

Além da infraestrutura produtiva, o palestrante destacou a inovação como outro componente da competitividade do mercado brasileiro. Segundo dados da Triplethree, o país conta com 2490 SKUs de pet food registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Para Franco, o próximo desafio é transformar essa capacidade de inovação em propostas percebidas pelo consumidor final. “O próximo passo é traduzir tudo o que estão inovando aqui para o consumidor”, afirmou.

Exportações ainda modestas, mas com projeção de crescimento

Apesar do volume expressivo de consumo doméstico, as exportações brasileiras ainda operam em outra escala. Segundo levantamento da Triplethree, o país exporta cerca de 100 mil toneladas de pet food por ano, volume próximo ao registrado por mercados vizinhos, como a Argentina.

Mesmo com o baixo volume de exportações atuais, Ivan Franco projeta expansão dos embarques brasileiros nos próximos anos. Segundo o economista, a infraestrutura produtiva do Brasil favorece esse movimento em comparação com outros mercados latino-americanos. “Podem estar seguros de que, em cinco anos, as exportações do Brasil vão dobrar, facilmente para 200 mil toneladas, desde que não haja restrições sanitárias entre os países”, afirmou.