Base de Caiado trata saída de Ana Paula porquê trajo midiático e sem dano eleitoral
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COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Grupo avalia que filiação ao PL não leva estrutura do irismo nem cria transferência de votos para Wilder

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Ana Paula: caiadistas rechaçam dano eleitoral (foto divulgação)

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João Bosco Bittencourt

Pretérito a surpresa, a base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e do vice Daniel Vilela (MDB) consolida a leitura de que a filiação de Ana Paula Rezende ao PL rendeu visibilidade à pré-candidatura de Wilder Morais, mas não alterou a equação eleitoral do governo para 2026.

Nos bastidores, o diagnóstico é de que o irismo já não opera porquê força orgânica nem em Goiânia nem no interno. A rede que durante décadas sustentou mandatos foi sendo absorvida, eleição depois eleição, pelo grupo que hoje está no poder. “A marca continua poderoso, mas a estrutura não existe mais”, resumiu à poste um articulador governista.

O trajo de Ana Paula nunca ter disputado eleição entra nessa conta. Sem procuração e sem base própria formada no voto, aliados dizem que não há transferência automática verosímil. O peso do sobrenome é reconhecido, mas tratado porquê ativo simbólico, não porquê capital eleitoral que poderia reunir força a Wilder.

Chamou atenção também o isolamento do gesto. Nenhum prefeito, nenhum deputado e nenhuma liderança com densidade atravessou junto. Nem mesmo nomes históricos do MDB acompanharam o movimento. Alguns, porquê Nailton Oliveira,  fizeram questão de orar que permanecem onde estão. Outros, porquê o ex-vice-prefeito e presidente do MDB em Goiânia, Agenor Mariano, criticaram o gesto da filha de Iris. Irista histórico, Paulo Ortegal, guarda silêncio.

Governistas ainda apontam que Iris Rezende construiu a própria trajetória sem mudar de partido.