ADRIANA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
Em seguida anunciar o delonga da publicação do balanço, o presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, disse à reportagem que vai pedir um empréstimo no valor de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões a um sindicato de bancos.
Esse grupo funciona porquê um consórcio em que várias instituições financeiras se juntam compartilhando riscos e garantias na licença do empréstimo.
A formalização deste pedido se soma à solicitação já feita ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), no dia 24 de março, para um empréstimo de R$ 4 bilhões para capitalizar o banco do Região Federalista depois as perdas com a compra de carteiras de crédito do Banco Master.
Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Master. Exclusivamente uma parcela desse prejuízo foi recuperada pelo banco. A proposta do BRB é usar os imóveis do GDF porquê garantia do empréstimo junto aos bancos.
Souza disse que o BRB receberá a capitalização do governo do Região Federalista até o dia 30 de maio, antes do prazo de 180 dias oferecido pelo Banco Médio para a desenlace do aporte de capital. O prazo termina no dia 5 de agosto. Sem se adequar às regras prudenciais, o BRB corre o risco de tolerar uma mediação do órgão regulador.
O BRB vai pedir ao governo federalista para que a Caixa Econômica Federalista e outros bancos públicos federais entrem junto com as instituições financeiras privadas nesse consórcio dos bancos.
O presidente do BRB disse crer que a governadora do Região Federalista, Celina Leão (PP), irá pedir ao governo Lula para viabilizar a ajuda dos bancos públicos.
“Você pode perguntar para ela, mas você quer saber o que eu acho? Sim”, disse ele ao ser questionado pela reportagem se a governadora, opositora do governo Lula e aliada da ex-primeira senhora Michele Bolsonaro, pedirá ao Ministério da Herdade para que os bancos públicos participem da ajuda ao BRB.
“Se o governo federalista liberar essa conversa, ela abre para o Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNB [Banco do Nordeste] e BASA [Banco da Amazônia], abre todo mundo para nós”, disse.
Ele contou que teve uma reunião com Celina antes do proclamação ao mercado da postergação da publicação do balanço de 2025 nesta terça-feira (31), prazo lícito para companhias de capital descerrado. Sem a apresentação dos dados, o tamanho do rombo deixado pelas operações feitas com o Master permanece ignoto.
O dirigente do BRB reconheceu as dificuldades devido ao ano eleitoral e afirmou que a politização do caso pode prejudicar a instituição financeira.
“Estamos num ano político, logicamente, que tudo é levado em consideração. O que a governadora disse é que ela tem que governar para todos e que para isso é preciso ter relacionamento com todos os Poderes. O Executivo Federalista é um deles e que pode ajudar muito porque, se politizarmos, só quem se prejudica é o banco.”
O banco do DF também tem vendido carteiras de crédito para outros bancos para colocar recursos no seu caixa.
O BRB justificou o delonga à premência de desenlace dos trabalhos da auditoria judicial contratada para apuração dos eventos relacionados à operação Compliance Zero da Polícia Federalista, que levou à primeira prisão de Daniel Vorcaro, possessor do Master, por suspeitas de fraudes em carteiras de crédito, em novembro do ano pretérito. O relatório será entregue nesta terça-feira (31) e ainda terá que ser medido pela gestão da companhia e pelo auditor independente, a Grant Thornton.
O BRB também anunciou a convocação de uma novidade reunião para o dia 22 de abril para os acionistas votarem a proposta de aumento de capital social da instituição.
No atual cenário, o banco enfrenta risco concreto de tolerar sanções mais drásticas por secção do BC, porquê Raet (regime de gestão peculiar temporário), mediação ou até liquidação extrajudicial. Por se tratar de um banco estatal, a emprego de Raet pode transfixar caminho para a privatização do BRB.
Mas souza minimizou os riscos de uma mediação do BC no BRB. “O trajo de não publicar o balanço, não existe essa coisa de fechar o banco, de ter Raet. Não existe zero disso”, afirmou.
Segundo ele, o BC entende que, diferentemente dos outros bancos que foram liquidados do conglomerado Master e a Reag (gestora envolvida no escândalo), o único que tem ativo para sobreviver é o BRB. “Na história do Brasil, não existe nenhum banco público estadual que tenha sido liquidado”, afirmou.
