Já se passou mais de um mês desde que o presidente Donald Trump declarou uma traço vermelha em relação ao Irã.
Ele disse que, se o Irã atirasse nos manifestantes, “nós os atingiremos com força onde mais dói.” Ele disse aos manifestantes para continuarem, com a compreensão de que “AJUDA ESTÁ A CAMINHO.”
Trump não cumpriu essas promessas.
Em meados de janeiro, ele afirmou que “os assassinatos pararam,” mas o Irã continuou matando manifestantes. Nas semanas seguintes, o presidente parou em grande segmento de falar sobre os manifestantes e passou a falar sobre por que o Irã não pode ter uma arma nuclear — ameaçando repetidamente com “coisas ruins” caso o país não faça um conciliação.
A situação finalmente parece estar chegando a um ponto crítico, com Trump sinalizando que uma decisão está próxima. Mas a escolha de Trump se resume a isso: ele pode ou fazer executar sua traço vermelha — por mais tardia que seja — ou fazer um pouco politicamente perigoso.
Porque é isso que estrebuchar o Irã seria.
Para recapitular: Na quinta-feira (19) — dois dias depois as últimas negociações indiretas entre os EUA e o Irã em Genebra — Trump apresentou seu mais recente provável cronograma para ação. “Vocês vão desvendar nos próximos, provavelmente, 10 dias,” disse ele na reunião inicial de seu Parecer de Tranquilidade.
Os EUA estão prontos para estrebuchar o Irã já neste término de semana, informou a CNN na quarta-feira (18), embora Trump não tenha tomado uma decisão final, e tenha argumentado em pessoal tanto em prol quanto contra a ação militar, enquanto consultava seus assessores e aliados.
Os americanos têm sido, em grande segmento, dispostos a estribar os ataques estrangeiros de Trump, seja em relação aos ataques aos sites nucleares do Irã em junho, aos ataques extrajudiciais a supostas embarcações de drogas a partir do outono, ou à remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro no mês pretérito. Esses ataques não foram e não são populares de forma alguma, mas também não se tornaram um fardo para ele.
O Irã apresenta um risco político maior.
Três pesquisas no mês pretérito mostraram que o povo americano era fortemente contra um maior envolvimento com o Irã. Em cada caso, a margem foi de pelo menos 2 para 1:
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Eles se opuseram a ataques com mísseis em resposta à repressão do Irã aos manifestantes, 42%-16%, de conciliação com uma pesquisa da Ipsos. (Essa pesquisa mostrou que 4 em cada 10 estavam neutros.)
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Eles se opuseram a uma ação militar para estribar os manifestantes, 67%-33%, em uma pesquisa da CBS News-YouGov.
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Votantes registrados em uma pesquisa da Quinnipiac University d贵sseram, 70%-18%, que os Estados Unidos não deveriam se envolver, mesmo se manifestantes fossem mortos.
Essas são três rejeições bastante fortes da traço vermelha de Trump. Mesmo os republicanos estavam contra a teoria nessa última pesquisa, 53%-35%.
E esses números foram mormente marcantes porque alguns dos mesmos institutos de pesquisa mostraram que os americanos estavam muito mais divididos quanto aos ataques iniciais de Trump ao Irã.
A Quinnipiac mostrou o duplo de base — 42% entre os eleitores registrados — aos ataques dos EUA em junho, poucos dias depois que ocorreram.
Portanto, o que mudou?
Muito, um pouco que também vimos nessas pesquisas de junho foi uma falta clara de paciência — e temor — sobre o que um envolvimento mais profundo significaria.
Tanto nas pesquisas anteriores da CBS quanto da Quinnipiac, muro de 8 em cada 10 entrevistados estavam, no mínimo, “um pouco” preocupados com uma guerra mais ampla, incluindo 6 em cada 10 republicanos.
A pesquisa da CBS mostrou que 71% dos americanos acreditavam que os ataques fariam o Irã lançar contra-ataques contra os Estados Unidos.
Uma pesquisa da Reuters-Ipsos mostrou que 79% estavam, no mínimo, “um pouco” preocupados com o Irã mirando civis americanos em resposta.
E os americanos nem estavam tão convencidos de que os ataques limitados foram produtivos. Eles disseram, por 58%-27%, que os ataques provavelmente tornariam o Irã uma ameaço ainda maior para os Estados Unidos, de conciliação com uma pesquisa da CNN.
A imagem preponderante a partir desses números é que os americanos não estavam nem um pouco encantados com os ataques. Na verdade, eles não viam necessariamente o objetivo e temiam o que os ataques poderiam valer. Mas talvez, por serem ataques tão curtos, eles foram populares o suficiente.
A pesquisa sobre a operação em Maduro, na Venezuela, foi semelhante, aparentemente em segmento porque a missão também foi de curta duração. E as pesquisas sobre as ações dos EUA na Venezuela também mostraram um ceticismo considerável quanto a um envolvimento mais profundo no porvir do país.
Podemos desvendar nos próximos dias o quão sério Trump está sobre fazer executar sua traço vermelha em relação ao Irã. O que é simples é que ele se colocou em uma escolha política difícil.
Um presidente que já está lidando com uma impopularidade crescente agora está considerando executar uma promessa bastante impopular.
