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O general Augusto Heleno, de 78 anos, chegou à residência dele na Asa Setentrião, em Brasília (DF), na noite desta segunda-feira (22/12), onde vai satisfazer prisão domiciliar humanitária. Heleno foi sentenciado a 21 anos de prisão por participação em articulações antidemocráticas em seguida as eleições de 2022 e cumpria a pena, até logo, em regime fechado no Comando Militar do Planalto.

➡ General Heleno já está em moradia, em Brasília, para satisfazer prisão domiciliar

O general Augusto Heleno, de 78 anos, chegou à residência dele na Asa Setentrião, em Brasília, nesta segunda-feira (22/12), onde vai satisfazer prisão domiciliar humanitária. pic.twitter.com/IKgUADw6sa

— Metrópoles (@Metropoles) December 23, 2025

A prisão domiciliar humanitária foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), em seguida pedido da resguardo do general. Os advogados argumentaram que Heleno está debilitado e enfrenta Alzheimer. A licença de Moraes foi acompanhada de uma série de medidas cautelares ao general sentenciado por tentativa de golpe de Estado.

Heleno chegou às 23h09 ao prédio onde reside, na Asa Setentrião. Ele estava em um veículo de escolta que acessou a garagem, que fica no subsolo. Os agentes abriram a porta do sege para Heleno. Eles fizeram uma espécie de esculo para proteger a imagem do militar, que caminhou até o elevador, onde entrou e não foi mais visto.

Medidas cautelares

Diante da autorização para prisão domiciliar, Moraes impôs uma série de medidas. Confira:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • a Secretaria de Estado de Governo Penitenciária do Província Federalista (Seape/DF) deverá fornecer informações semanais, por secção da mediano de monitoramento, mediante relatório circunstanciado, de todos os dados pertinentes à referida monitoração;
  • entrega de todos os passaportes emitidos pela República Federativa do Brasil no prazo de 24 horas, comunicando-se à Polícia Federalista para inserção, em seus sistemas, dos comandos de impedimento de saída do território pátrio, de impedimento de emissão de novo passaporte e de suspensão do passaporte;
  • suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de queimação em nome de Heleno;
  • proibição de visitas, salvo dos advogados e de sua equipe médica, além de outras pessoas previamente autorizadas; e
  • proibição de qualquer notícia por meio de telefones, aparelhos celulares ou uso de redes sociais.

Explicação sobre doença

A decisão de Moraes dessa segunda foi tomada em seguida a Polícia Federalista (PF) enviar um laudo pericial sobre o estado de saúde do general da suplente ao STF. O fiscalização foi demandado em seguida a resguardo do sentenciado alegar que o militar foi diagnosticado com mal de Alzheimer e pedir a conversão da pena para prisão domiciliar.

imagem colorida de general augusto heleno chegando à residência, onde cumprirá prisão domiciliar em BrasíliaChegada do general Augusto Heleno à residência onde ele cumprirá prisão domiciliar, em Brasília (DF)

Em um primeiro momento, Moraes considerou possuir contradições em relação à data em que o mal de Alzheimer foi identificado em Heleno. A primeira informação apresentada foi de que a doença começou em 2018. Naquele ano, Heleno ainda era patrão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do logo presidente Jair Bolsonaro (PL). Depois do questionamento do ministro do STF, a resguardo alegou que o diagnóstico datava do início de 2025.

Diante da divergência, Moraes pediu que a Polícia Federalista realizasse laudo para concluir com as dúvidas. O parecer demandado foi entregue pela corporação nessa segunda e o ministro deliberou sobre a prisão domiciliar.

General Heleno chega à residência onde cumprirá prisão domiciliar em Brasília - destaque galeria4 imagensO presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto HelenoAugusto Heleno no STFGeneral Augusto HelenoFechar modal.MetrópolesGeneral Augusto Heleno1 de 4

General Augusto Heleno

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoO presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno2 de 4

O presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno

Andre Borges/Esp. MetrópolesAugusto Heleno no STF3 de 4

Augusto Heleno no STF

Hugo Barreto/MetrópolesGeneral Augusto Heleno4 de 4

General Augusto Heleno

Hugo Barreto/Metrópoles

A perícia da PF identificou “doenças clínicas e transtornos neuropsiquiátricos” atinentes ao caso e ressaltou que é correto “o diagnóstico de demência de etiologia mista em estágio inicial”.  O laudo afirma ainda que se trata de “transtorno mental de natureza progressiva e de curso irreversível”.

Com a perícia, Augusto Heleno tem, também, osteoartrose avançada da pilastra vertebral, com cifoescoliose, dor crônica, limitação importante de mobilidade, instabilidade de marcha e risco aumentado de quedas.