45% já deixaram de frequentar locais que não aceitam animais
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A presença de animais de estimação já não é unicamente uma questão de convívio, mas também um fator relevante na decisão de consumo. No Brasil, 45% dos tutores afirmam que já deixaram de frequentar locais que não aceitam pets.

O oferecido evidencia uma mudança consistente no comportamento do consumidor e pode atear um alerta para empresas que ainda não se adaptaram a essa demanda.

De negócio com a Opinion Box, quando perguntados sobre o quão importante é a roboração de pets em estabelecimentos uma vez que restaurantes, lojas de departamento ou hotéis, metade considera o tema relevante e 33% dizem ser muito importante. Unicamente 15% não atribuem prestígio.


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De tendência a exigência do consumidor

A pesquisa indica que o movimento vai além de situações pontuais. Atualmente, 64% dos tutores valorizam espaços pet friendly. Na prática, isso significa que a roboração de animais deixou de ser um diferencial competitivo e passou a influenciar diretamente o fluxo de clientes.

Esse cenário acompanha uma transformação mais ampla no perfil do consumidor, que procura experiências cada vez mais alinhadas ao seu estilo de vida. Nesse contexto, excluir o pet da rotina de consumo pode simbolizar uma barreira significativa, principalmente entre públicos mais jovens e urbanos.

Um dos indicadores mais representativos foi o cumeeira engajamento com a pretexto bicho. “Com a repercussão de casos recentes de maus-tratos, vimos a exigência da população por punições mais severas saltar de 45%, no ano pretérito, para 87% agora”, relata Dani Schermann, CMO do Opinion Box.

O peso do vínculo emocional

A força desse comportamento está diretamente ligada ao vínculo entre tutores e animais. Mais de 80% dos entrevistados afirmam considerar o pet segmento da família, o que ajuda a explicar a repudiação a ambientes que impõem restrições.

Esse processo, frequentemente associado à humanização dos pets, reposiciona os animais dentro da dinâmica familiar. Eles deixam de ocupar um papel periférico e passam a influenciar decisões cotidianas, incluindo lazer, viagens e consumo.

Além da perda de clientes, empresas que ignoram essa tendência também deixam de explorar oportunidades de fidelização e aumento do tempo de permanência. Ambientes adaptados tendem a gerar experiências mais completas e, consequentemente, maior engajamento.