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SAN FRANCISCO — O CEO da Meta (M1TA34), Mark Zuckerberg, pediu a seus executivos que explorem parcerias com as populares plataformas de mercados preditivos Polymarket e Kalshi, enquanto a empresa desenvolve um aplicativo semelhante, disseram três funcionários com conhecimento do objecto.

O aplicativo que a Meta está criando, chamado Estádio, poderá permitir que as pessoas façam apostas sobre praticamente qualquer coisa, com o objetivo de capitalizar o desenvolvimento dos mercados de previsão porquê negócio. Internamente, executivos da Meta afirmaram que o Estádio é dissemelhante do Polymarket e do Kalshi — que aceitam apostas em verba real — porque vai se consistir em “pontos” semelhantes aos de videogames.

Mas Zuckerberg fez do Estádio uma prioridade máxima, e seus planos para o aplicativo vão além do que se sabia anteriormente. Ele pediu a executivos da Meta que conversassem com o Polymarket e o Kalshi, embora ainda não esteja evidente porquê eventuais parcerias funcionariam, disseram os três funcionários, que falaram sob exigência de anonimato por terem assinado acordos de confidencialidade.

O público-alvo de Zuckerberg para o Estádio é a tira de 18 a 34 anos, acrescentaram os funcionários, e a Meta quer atingir pelo menos 100 milhões de “preditores” ativos mensais no aplicativo. O Estádio está sendo posicionado porquê um espaço onde as pessoas podem apostar em esportes, cultura, entretenimento, política e finanças contra amigos e familiares. Executivos o chamaram de aplicativo “feito para todos”, disseram.

“Acreditamos que os mercados de previsão são um dos novos tipos de teor mais interessantes”, escreveu Ime Archibong, vice-presidente de resultado da Meta responsável pela iniciativa Estádio, em uma publicação interna do mês pretérito apresentando o aplicativo, que foi repassada ao New York Times. “Com os formatos certos, a conversa social é a recompensa, à medida que as pessoas tentam mostrar aos amigos o quanto são boas em prever coisas.”

Meta, Polymarket e Kalshi não quiseram comentar.

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A movimentação de Zuckerberg para potencialmente se aproximar do Polymarket e do Kalshi revela seu gosto por risco enquanto ele estuda comportamentos digitais emergentes e procura maneiras de incorporá-los aos produtos da Meta — que incluem Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp. Ele e seus executivos acompanham de perto outras empresas que possam se tornar concorrentes, seja para aprender com elas ou, no caso dos mercados de previsão, para simplesmente copiá-las.

Mas os mercados de previsão têm enfrentado escrutínio lítico crescente por criarem oportunidades para que pessoas usem informações privilegiadas para lucrar. Em abril, promotores federais de Novidade York indiciaram um membro das Forças Especiais dos EUA por usar informações confidenciais para fazer apostas sobre o projecto secreto de conquista de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. O soldado teria lucrado mais de US$ 400 milénio apostando na operação, segundo os promotores.

Na terça-feira, quando o Times publicou pela primeira vez os planos da Meta para o Estádio, o senador Richard Blumenthal, democrata de Connecticut, afirmou que o protótipo de negócios da empresa do Vale do Silício era “lucrar com o vício”. Ele pediu escora a algumas de suas iniciativas legislativas sobre segurança infantil online e regulação dos mercados de previsão.

Na sexta-feira, mais de uma dezena de senadores democratas enviou uma epístola ao subcomitê de serviços financeiros do Senado. Na epístola, os parlamentares pediram que a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) — filial federalista responsável pela supervisão dos mercados de previsão — fosse impedida de interferir na fiscalização estadual das plataformas.

O Estádio está sendo testado internamente e pode não ser lançado, disseram os funcionários da Meta. Se for lançado, será inicialmente um aplicativo independente para estimar o interesse dos usuários. A Meta planeja eventualmente integrar partes do Estádio ao Facebook e ao Messenger, incluindo apostas de previsão em conversas em grupo, no resultado de vídeos Reels, nos “Stories” efêmeros e no popular Feed de Notícias do Facebook, disseram.

Ainda não está evidente se o Estádio vai incorporar apostas em verba real. Mas Zuckerberg acredita que o comportamento de apostar pode aumentar a atividade nos aplicativos da Meta. Os usuários podem se engajar em conversas e debates no Facebook e no Messenger sobre as apostas, ou compartilhar mais teor quando acertarem suas previsões. A Meta também pode incorporar elementos de gamificação, porquê rankings, colocando os usuários em competição entre si.

O aplicativo gerou debate entre os funcionários da Meta. Em fóruns internos e chats privados, alguns trabalhadores disseram que a empresa estaria cruzando uma risca moral ao oferecer mercados de previsão na maior rede social do mundo, o que poderia perfurar caminho para outras formas de jogo. Outros disseram se sentir confortáveis com o projeto por ele não envolver apostas em verba real, pelo menos em sua forma atual.

“Quando os mercados são integrados a um feed personalizado, eles deixam de parecer um pouco para traders”, escreveu Archibong. “Eles passam a fazer segmento da conversa, ligada a memes, momentos e ao que as pessoas estão prestando atenção. Apostar deixa de ser sobre estudo e passa a ser sobre expressar: ‘É isso que eu acho.’”

Archibong acrescentou: “Influenciadores vão gerar volume, e a cultura vai gerar atenção.” Sua publicação trazia um subtítulo que explicava a lógica por trás do Estádio: “Aposta porquê conversa.”

c.2026 The New York Times Company

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