
O pacto mercantil entre a União Europeia e o Mercosul deve gerar efeitos econômicos modestos no pequeno prazo, mas pode produzir ganhos estruturais relevantes ao longo dos próximos anos, avalia a XP Investimentos.
“As simulações sugerem ganhos macroeconômicos moderados, mas líquidos e positivos para o Brasil, impulsionados por maior atividade, investimento, salários e bem-estar, ao lado da expansão do transacção”, afirma a mansão em relatório publicado nesta terça-feira (20).
“A relevância econômica do pacto está menos nos saldos comerciais de pequeno prazo e mais em sua capacidade de remodelar padrões produtivos, reduzir custos de insumos e sustentar ganhos de produtividade ao longo do tempo”, destaca a XP.
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No recorte setorial, o agronegócio aparece porquê o principal beneficiado. A XP estima um aumento de murado de 2% na produção do setor, o equivalente a quase US$ 11 bilhões, com destaque para aves, suínos, provisões processados, óleos e gorduras vegetais e pecuária
O relatório ressalta, no entanto, que a ampliação de cotas e a redução tarifária não se traduzem involuntariamente em potente expansão de produção no pequeno prazo, o que ajuda a explicar o impacto inicial restringido do pacto.
Indústria: recomposição, não desindustrialização
Um dos pontos centrais do estudo é relativizar a leitura de que o pacto seria amplamente negativo para a indústria brasileira. Segundo a XP, haverá quedas de produção concentradas em setores mais intensivos em tecnologia, porquê máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, têxteis, produtos metálicos, farmacêuticos e veículos e autopeças.
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Por outro lado, essas perdas são parcialmente compensadas por ganhos em setores tradicionais, porquê calçados e epiderme, metais não ferrosos, produtos de madeira, celulose e papel e equipamentos de transporte .
Importações crescem mais rápido que exportações no início
No transacção bilateral, o relatório projeta que as exportações brasileiras para a UE cresçam pouco mais de 20%, enquanto as importações vindas do conjunto europeu avancem mais de 70% ao longo do período analisado.
Esse movimento tende a provocar deterioração do saldo bilateral com a União Europeia, sobretudo nos primeiros anos de vigência do pacto. Segundo a XP, porém, secção desse efeito é compensada por menor importação de outros parceiros comerciais, o que reduz o impacto sobre o saldo mercantil associado.
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Liberalização ampla, mas gradual
De pacto com o relatório, a UE eliminará tarifas sobre murado de 95% das linhas tarifárias, cobrindo aproximadamente 92% do valor importado do Brasil, com cortes imediatos ou escalonados em até 12 anos. Unicamente murado de 5% das exportações brasileiras permanecerão sujeitas a cotas ou regimes especiais, concentradas em produtos agrícolas sensíveis .
No caso do Brasil, a brecha para manufaturados europeus também será faseada, com exceções e tratamentos especiais para setores sensíveis, porquê o automotivo. Para a XP, esse imagem “limita os custos de ajuste no pequeno prazo, ao mesmo tempo em que sinaliza maior brecha mercantil no longo prazo” .
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