Em um mercado pet cada vez mais competitivo e pressionado por demandas de eficiência clínica, sustentabilidade e embasamento científico, a Wesen Green surge porquê um exemplo de porquê a união entre liceu, inovação ensejo e empreendedorismo pode gerar soluções de superior impacto para a saúde bicho.
Fundada no final de 2021 pelos sócios Anísio Silva, Fernando Luciano e Giovani Zeretzke, a empresa focou inteiramente em pesquisa no primeiro ano de operações. Em outubro de 2022 se lançou oficialmente no mercado, com seus primeiros produtos. A startup paranaense nasceu da identificação de um gargalo histórico da medicina veterinária – o tratamento de doenças dermatológicas crônicas em cães e gatos.
Antes de fundarem a Wesen Green, cada um tinha “uma curso consolidada no CLT convencional”, mas tinham vontade e o sonho de empreender. Foi quando decidiram investir nesse projeto e começaram a observar o mercado pet. “Era um setor com números crescentes de duplo dígito todos os anos”, contextualiza Fernando Luciano.
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Foi mal eles descobriram que tapume de 20% a 25%, aproximadamente 15 milhões, da população canina no Brasil apresenta qualquer tipo de problema dermatológico, com destaque para a dermatite atópica. “É uma requisito que afeta profundamente a qualidade de vida do bicho e também do tutor. O cão se tunda, não dorme muito, desenvolve infecções secundárias, e isso gera um ciclo difícil de romper”, explica. Aliás, o uso excessivo de antibiótico e corticoide pode comprometer a saúde bicho em longo prazo e encurtar o tempo de vida.
A proposta da Wesen Green é atuar diretamente na modulação do microbioma da pele, utilizando probióticos e ingredientes naturais para restaurar o estabilidade cutâneo. Atualmente, o portfólio da empresa inclui xampus terapêuticos, loções, sprays, hidratantes e produtos otológicos, que combinam nanotecnologia, probióticos e ingredientes naturais, desenvolvidos tanto para cães porquê para gatos.

Origem acadêmica e visão de longo prazo
Diferentemente de muitas startups do setor pet que surgem a partir de tendências de consumo, a Wesen Green teve sua origem dentro do envolvente acadêmico. Luciano é professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e levou para a empresa a lógica da pesquisa científica aplicada, envolvendo desde o início alunos de mestrado e doutorado, além de pesquisadores especializados em dermatologia veterinária.
Ele também faz menção ao Prof. Dr. Marconi, referência em dermatologia no Brasil, que ajuda nas validações clínicas.

Além do investimento contínuo em validação científica, os estudos clínicos são fundamentais no processo. Todos os testes são realizados em parceria com universidades e hospitais veterinários. A maioria é realizada na PUC Paraná, mas também há colaborações mantidas com a Universidade da Flórida (EUA) e com uma empresa de biotecnologia ligada à Universidade de Valência na Espanha.
Segundo Luciano, esse esforço é principal para invadir a crédito dos médicos veterinários, público-chave para a adoção das soluções. “Esses profissionais demandam dados e evidência científica. Não basta proferir que o resultado é proveniente ou sustentável. É preciso provar que funciona”, enfatiza.
Ergástulo produtiva global e fomento à inovação
A parceria da startup com as redes internacionais de pesquisa foi determinante para lucrar um projeto da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). “Fomos uma das nove empresas do Brasil, em todas as áreas de conhecimento, que ganharam esse edital e que leva um selo da Comunidade Europeia, para projetos e empresas inovadoras”, relembra.
Esse reconhecimento garante um projeto financiado pelo programa internacional EUREKA, com o aporte no valor de R$ 1,6 milhão, talhado à estruturação de laboratório, contratação de profissionais altamente qualificados, obtenção de equipamentos e ampliação de estudos clínicos.
“Para uma empresa intensiva em P&D, esse tipo de financiamento é vital. Inovação científica é face, demorada e arriscada. Sem políticas públicas de fomento, muitas soluções simplesmente não chegariam ao mercado”, avalia Luciano.
Outro paisagem relevante do protótipo de negócios da Wesen Green é a integração entre produção global e emprego sítio. Os insumos probióticos utilizados nas formulações são desenvolvidos na Europa, em parceria com empresas de biotecnologia, enquanto o desenvolvimento final, testes e comercialização ocorrem no Brasil.
Esse protótipo permite aproximação a matérias-primas de subida qualidade e, ao mesmo tempo, mantém o controle sobre a eficiência, a segurança e a adequação dos produtos às necessidades do mercado brasiliano. A Wesen Green também é residente da Hotmilk, o maior hub de inovação do Paraná e que contribuiu para a startup implementar um serviço de data lake.
Ensino porquê estratégia de mercado
Além do desenvolvimento de produtos, a Wesen Green aposta fortemente na ensino continuada. A empresa promove cursos, palestras, lives, eventos técnicos e produção de teor voltado a veterinários e tutores, fortalecendo a construção de comunidade em torno da marca.
Essa estratégia cumpre um papel duplo. Contribui para a disseminação de conhecimento científico e funciona porquê um meio de escuta ativa do mercado, orientando novos desenvolvimentos com base nas demandas reais das clínicas.
Expansão e novos horizontes
Para os próximos anos, a startup planeja expandir seu portfólio para além da dermatologia, explorando áreas porquê saúde intestinal, isenção e bem-estar mental dos animais. Outro enfoque privativo deverá envolver soluções para os pets idosos, em risco com a tendência de envelhecimento que se estende a essa população.
A internacionalização também faz segmento da estratégia, com estudos em curso para estruturar operações nos Estados Unidos e na Europa. “Já temos procura de estabelecimentos do Canadá, Estados Unidos, Itália e Japão”, revela.
Inovação, startups e desafios estruturais
Na avaliação de Gustavo Gonçalves, sócio-fundador e diretor Sudeste da Associação Brasileira de Hospitais Veterinários (ABHV), as startups veterinárias têm papel fundamental na evolução do mercado. Elas trazem facilidade, visão tecnológica e modelos de negócio mais flexíveis, capazes de dialogar com a verdade de hospitais, clínicas e centros diagnósticos.
“Soluções em gestão hospitalar, prontuário eletrônico, perceptibilidade sintético, relacionamento com clientes, telemedicina, ensino continuada, automação de processos, meios de pagamento, logística, monitoramento de pacientes e estudo de dados são somente alguns exemplos de áreas já impactadas diretamente por esse ecossistema inovador”, observa.
“No entanto, inovar no setor veterinário brasiliano não é zero simples. Diferentemente de mercados mais maduros, porquê o norte-americano, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais relativos à assimetria de informação, baixa cultura de gestão profissional, limitações regulatórias, dificuldades de aproximação a investimento e resistência à mudança em segmento do mercado”, pondera.
Desafios e oportunidades: dois lados da mesma moeda
As startups enfrentam obstáculos claros – provar valor em um mercado sensível a custos, harmonizar soluções à verdade financeira dos hospitais veterinários, mourejar com um envolvente regulatório em construção e educar o mercado sobre inovação. “Para os hospitais e clínicas, o duelo está em penetrar espaço para a inovação sem perder o foco na qualidade assistencial, na moral profissional e na sustentabilidade econômica. A adoção de tecnologia e novos modelos de gestão precisa caminhar junto com capacitação de equipes, mudança cultural e visão de longo prazo”, complementa.
