Existe uma pergunta que certamente permeia o imaginário de todo empresário do varejo. Como gerir o negócio sem deixar arestas para perda de dinheiro? No momento em que os donos de clínicas, pet shops e demais empreendimentos do mercado pet compreendem como seus negócios podem evoluir de maneira integrada, toda a logística se transforma.
É comum o empresário olhar primeiro para preço, custo do produto ou volume de vendas. Mas existe uma parcela importante do resultado que pode ser perdida nos bastidores da operação.
“Estamos falando de processos desconectados, informações espalhadas em diferentes sistemas ou planilhas, excesso ou falta de estoque, perdas, retrabalho e decisões tomadas mais pelo feeling do que por dados”, pontua Elói Assis, diretor-executivo para produtos de varejo da TOTVS.
Continua depois da publicidade
A tecnologia tem um papel estratégico no varejo
O primeiro passo para ter as rédeas da gestão é compreender a rotina dessa empresa, avaliando todas ferramentas e processos que estão embutidos na operação. “É justamente aí que a tecnologia passa a ter um papel estratégico. Uma ferramenta integrada permite centralizar informações e conectar diferentes etapas da operação, dando ao gestor uma visão mais clara de vendas, estoque, compras, serviços e resultados”, avalia Assis.
O uso de tecnologia pode reduzir em até 30% gastos operacionais e logísticos, e se apresenta ainda como um apoio determinante para lidar com duas grandes dores do setor – estoque e expansão. Sobre o primeiro ponto, é preciso construir um histórico de vendas, giro dos produtos, sazonalidade e comportamento de consumo, pois dessa forma o varejista consegue ter uma visão sobre demanda e planejar suas compras.
Entender o estoque evita perdas
“Trabalhamos para que essas informações estejam integradas à operação e possam apoiar decisões de estoque, compras e vendas. Quanto mais o empresário conhece o comportamento daquela demanda, mais o estoque deixa de representar dinheiro parado”, detalha o executivo.
Em relação à hora certa de abrir novas unidades e ampliar o alcance da marca, o executivo da TOTVS pondera sobre a importância do panorama geral do negócio, identificando prioritariamente os detalhes da operação, como fluxo, margem, estoque e rentabilidade.
“Antes de pensar em abrir novas lojas ou ampliar canais, é necessário entender onde ganha dinheiro, onde perde margem, quais produtos têm melhor desempenho, como está o estoque, quais serviços são mais rentáveis e, principalmente, quem é o seu cliente”, reforça.
Personalização como ferramenta de fidelização
O consumidor segue buscando ferramentas que reúnam tudo em um só lugar, que facilitem o dia a dia. Nesse sentido, Assis avalia a importância determinante de observar o perfil do cliente.
“Imagine um cliente que leva o pet regularmente para banho e tosa e também compra ração e outros produtos. Se o varejista consegue reunir esse histórico, passa a entender melhor os hábitos daquele consumidor e pode trabalhar tanto a recorrência dos serviços quanto a venda de produtos relacionados”, exemplifica.
O executivo complementa ainda que utilizar a inteligência de dados resulta em ações de relacionamento personalizadas mais relevantes. “A verdadeira virada de chave acontece quando o empresário deixa de olhar apenas para o que já aconteceu e passa a usar dados e tecnologia para antecipar decisões e construir o próximo passo do negócio”, finaliza.
